Marina vai ao TSE para agilizar criação do novo partido

A ex-senadora Marina Silva, uma das fundadoras da Rede Sustentabilidade, se reuniu na tarde desta sexta-feira, 17, com a corregedora-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Laurita Vaz, e reclamou da demora no processo de certificação das assinaturas de apoio para criação do partido. Segundo Marina, a ministra ficou de encaminhar os problemas para os corregedores locais, mas não precisou qual medida será adotada.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

16 de agosto de 2013 | 21h44

No encontro de uma hora, Marina listou os problemas enfrentados pela Rede desde que iniciou a entrega das assinaturas nos cartórios eleitorais. A ex-senadora reclamou da falta de parâmetro na conferência de assinaturas (entre eles, a anulação de assinaturas de eleitores jovens, idosos e problemas na aceitação de nomes de eleitores que mudaram o estado civil), e da ampliação do prazo de 15 para mais de 60 dias para que os cartórios concluíssem a validação das assinaturas.

Para Marina, o maior problema é a falta de estrutura dos tribunais. "Não podemos pagar o preço por essa falta de estrutura", afirmou. Apesar da morosidade da Justiça Eleitoral, a ex-senadora disse estar confiante na viabilidade eleitoral da Rede.

Até agora, foram coletadas 848 mil assinaturas, sendo que apenas 250 mil foram validadas. Para disputar a eleição de 2014, a Rede precisa de 500 mil assinaturas certificadas e necessita ser formalizado pelo TSE até outubro deste ano.

Na saída do encontro, Marina evitou falar em boicote contra seu futuro partido. "Não quero criar nenhum tipo de acusação gratuita a priori", disse. Segundo a Rede, o partido pode se adiantar, assim como fez outros partidos, e, ao invés de esperar a conclusão da certificação das assinaturas em todos os cartórios, já dar entrada ao pedido formal junto ao TSE na próxima semana.

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