Marina Silva volta a se explicar sobre bandeira gay

'Posso ser aliada de movimentos, mas não sou o movimento em si', declarou a pré-candidata

Flávia Tavares - O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2010 | 14h43

Depois de realizar uma palestra na manhã desta quinta-feira, 15, na Faculdade de Direito de Sorocaba, a pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, deu entrevista coletiva na Câmara Municipal da cidade a respeito do o episódio ocorrido em Minas Gerais, no qual ela foi acusada de ter "escondido" uma bandeira do arco íris, símbolo do movimento gay, em evento no fim de semana na capital mineira.

 

Acompanhada de membros do partido e do presidente José Luiz de França Penna, Marina afirmou que "não costuma levantar bandeiras". "Posso ser aliada de movimentos, mas não sou o movimento em si", declarou. Ela também argumentou que entregou a bandeira a assessores porque acreditou que este se tratasse de um presente, e que não precisaria posar para fotos com ele.

 

Questionada sobre a união civil de homossexuais, Marina fez uma diferenciação entre a união de bens e o sacramento, que é o casamento. Da Câmara, ela seguiu para um encontro com empresários da região.

 

Na última terça-feira, 13, Marina publicou em seu blog de campanha (minhamarina.org.br) uma resposta ao vereador de Alfenas (MG), Sander Simaglio, também do Partido Verde, que a acusou de ter "escondido" a bandeira do arco íris. Simaglio, homossexual assumido e defensor do movimento LGBT, publicou um texto em blogs e sites afirmando que Marina teria ignorado seu pedido de estender a bandeira.

 

A pré-candidata diz "não se recordar" de ter tido qualquer diálogo com Simaglio durante o evento. Apenas tirou fotos. "De forma simpática e respeitosa, ele me passou a bandeira que retirou do bolso de seu paletó. Como fiz com tantas outras lembranças que me foram dadas naquele dia - livros, artesanatos e flores -, passei a oferta ,do vereador para a minha assessoria. Então nos abraçamos, nos despedimos, e não notei nenhum desapontamento de sua parte", relatou a senadora.

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