Marina Silva sobe tom do discurso no Piauí

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, subiu o tom do discurso durante a visita ao Piauí. Ela disse que não é currículo que vai decidir o pleito, porque os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), que apresentam currículo, fazem uma guerra de dossiês e baixaria. "É um plebiscito da baixaria. O povo brasileiro não merece e nem precisa disso. Não vamos entrar nesse jogo de vale tudo para saber quem faz mais ataques. Não vamos fazer esse plebiscito. Queremos discutir propostas e ideias", afirmou Marina Silva durante um encontro com militantes do Partido Verde no auditório Mestre Dezinho, no Centro de Artesanato, em Teresina.

LUCIANO COELHO, Agência Estado

18 Julho 2010 | 17h29

Marina Silva criticou a divulgação que seu candidato a vice-presidente Guilherme Leal, proprietário da Natura, teria cometido contravenção ambiental. "Depois eles divulgaram a informação correta, dizendo que meu vice estava correto. Não adiantar tentarem criar factéides, com metade da informação, para tentar macular a imagem das pessoas", assegurou a presidenciável. "Não queremos entrar no jogo rasteiro. Vamos fazer criticas sem ataques para desconstruir as pessoas. Não vamos para o vale tudo na eleição. Para nós, o povo é mais relevante e merece respeito", completou.

Por outro lado, a candidata verde está associando a sua imagem a de Lula e disse que será a sucessora do presidente Lula. Ela afirmou que também é da família Silva e que será a primeira mulher a presidir o país. Marina se colocou como um Davi para enfrentar os Golias. "Vamos armar as nossas fundas e procurar umas pedras bem redondas. Mas o nosso gigante não é Dilma e nem é Serra. A testa do nosso gigante é a urna".

A senadora surpreendeu ao dizer que vai dar seguimento a política econômica do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com o plano Real, e aos programas sociais do presidente Lula, como o Bolsa Família. "Mas nossa intenção é corrigir as falhas e garantir as conquistas sociais de terceira geração, com a inclusão produtiva. Queremos corrigir os erros e apontar novos desafios".

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