Marina Silva quer punição de Arruda

A senadora Marina Silva (PT-AC) disse que tem que haver punição para a violação do sigilo do painel de votação eletrônica do plenário, porque "a confissão do crime não revoga a pena", referindo-se ao pronunciamento feito momentos antes pelo senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Ela acha que houve quebra de decoro e que a pena a ser aplicada é a prevista no regimento interno. No entanto, ela não tinha o regimento em mãos para saber o grau da pena. Mas, segundo ela, se o regimento prevê que a punição é cassação, "que seja". A senadora assegura que não se trata de vingança. "Defendo que se faça justiça", afirmou. Ela tampouco acredita que a ex-diretora do Serviço de Processamento de Dados do Senado Federal (Prodasen), Regina Célia Borges, tenha agido por iniciativa própria e disse que circunstância atenuante, se existir, aplica-se aos funcionários, porque "foram duas pessoas de alta responsabilidade no Senado - além de Arruda, o ex-presidente do Senado Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) - que praticaram o crime". Ela disse, também, esperar que se tenha aprendido que "voto secreto é para o eleitor", defendendo portanto o fim dele nas votações no Senado. Segundo Marina Silva, o PT tem interesse na divulgação da lista, para que seja mostrada a verdade em relação ao voto de Heloísa Helena (PT-AL), depois que ACM disse que a senadora alagoana votou a favor do ex-senador Luiz Estevão (PMDB-DF), na sessão em que ele foi cassado.

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