Marina Silva encontra militantes da web

Senadora estará no sábado em Belo Horizonte para se reunir com militantes de rede social

Roberto Almeida - O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2010 | 09h23

Marina Silva, senadora e presidenciável pelo PV, terá seu primeiro encontro formal neste sábado, 10, em Belo Horizonte, com militantes da rede social Movimento Marina Silva (movimentomarinasilva.org.br), que reúne 15 mil seguidores pelo País. De forma colaborativa, eles produzem material gráfico de apoio à senadora - design de camisetas, bottons e adesivos, sem menção à candidatura -, "marinam" voluntários e divulgam suas ideias. Veja também:

 

 

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A rede colaborativa, apartidária, foi implantada em 2007 e dobrou o número de participantes desde que Marina se lançou candidata. Seus membros são considerados "multiplicadores", tão procurados pelo comando de campanha, e amealharam 1h30 da extensa agenda partidária da senadora para falar sobre "o novo jeito de fazer política".

 

O consultor Eduardo Rombauer, um dos fundadores do movimento, afirma que já foi convidado para participar de conversas com a equipe de comunicação da candidata. "A gente compõe o quadro da campanha, mas não faz parte da campanha oficial e nem vamos fazer", disse.

 

No entanto, segundo ele, a aproximação da campanha com a rede social pode impulsionar a troca de informações. "Temos a expectativa de diálogo com a coordenação de campanha para ver como podemos contribuir."

 

Pelo menos em um momento a rede social já contribuiu para a campanha de Marina. A imagem estilizada da senadora que adorna seu blog oficial (minhamarina.org.br) foi produzida por uma designer do movimento.

 

Rombauer credita boa parte do avanço da rede social a Cássio Martinho, especialista em trabalho colaborativo em rede. Martinho tornou-se "Marineiro da semana" por suas contribuições e agora está dedicado ao encontro com a senadora.

 

"A gente vai acabar estabelecendo conexões com a campanha oficial. Não tem jeito de não se conectar, mas a maneira como isso vai acontecer não se sabe", disse.

 

Segundo ele, o movimento, que nasceu de forma espontânea, continuará livre. "Estamos assumindo radicalmente a ideia de liberdade. Coitado do partido que quiser manobrar o movimento", observou.

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