Marina Silva descarta participação de José Serra em seu novo partido

Saída de Serra do PSDB tem sido especulada desde que ele perdeu as eleições para a Prefeitura de SP

Isadora Peron, de O Estado de S. Paulo,

22 de janeiro de 2013 | 20h52

SÃO PAULO - A ex-senadora Marina Silva disse nesta terça-feira, 22, que o novo partido que pretende lançar no dia 16 de fevereiro, em Brasília, vai aceitar somente a filiação de lideranças políticas que se identifiquem com as ideias historicamente defendidas por ela e seus apoiadores, como a do crescimento sustentável.

Questionada por jornalistas se o tucano José Serra seria bem-vindo à sua nova sigla, ela disse que políticos como ele "dificilmente teriam identidade programática" para fazer parte do partido. "Não está sendo feita uma adaptação de discurso para integrar pessoas de qualquer forma. Nós queremos integrar aqueles que queiram muito mais do que simplesmente concorrer a uma eleição", afirmou. A saída de Serra do PSDB tem sido especulada desde que ele perdeu as eleições para a Prefeitura de São Paulo no ano passado e ficou sem espaço dentro da sigla, que deve lançar o mineiro Aécio Neves à Presidência da República em 2014.

A nova legenda de Marina, que deixou o PV em 2011 após ficar em terceiro lugar na corrida eleitoral do ano anterior, deve atrair políticos de diversos partidos. Estiveram presentes no evento realizado nesta terça-feira, 22, em São Paulo para discutir a questão o empresário Guilherme Leal, vice de Marina em 2010, que deixou o PV junto com ela; o vereador eleito pelo PPS Ricardo Young; e o deputado Walter Feldman (PSDB-SP). Além deles, a ex-senadora Heloisa Helena (PSOL-AL) também deve migrar para a sigla.

Feldman, que hoje faz parte da bancada tucana na Câmra dos Deputados, disse que será um caminho natural se filiar ao novo partido porque vem acompanhando as discussões do movimento "Nova Política", liderado por Marina, desde que ele surgiu. O deputado afirmou ainda que a obrigação de recolher as 500 mil assinaturas até outubro para poder registrar o partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será uma "tarefa fácil" caso o processo vire um "movimento de esperança" espalhado pelo Brasil. Do contrário, ele diz não ver sentido o fato de pessoas que não se identifiquem com a nova legenda contribuirem para isso. O comentário foi uma crítica ao PSD, partido criado pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab em 2011, que foi alvo de várias denúncias durante o processo de recolhimento das assinaturas necessárias.

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