Marina Silva defende reforma da segurança pública

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, classificou a ação ocorrida ontem no Rio de Janeiro - na qual bandidos invadiram um hotel de luxo e fizeram reféns, após troca de tiros com policiais - como um exemplo do descontrole da segurança pública no País. "O que aconteceu no Rio de Janeiro é lamentável; como é que 40 pessoas andam armadas na cidade? Isso é descontrole da segurança publica", afirmou Marina neste domingo, durante visita hoje a Guariba (interior de SP).

GUSTAVO PORTO, Agência Estado

22 de agosto de 2010 | 13h23

Marina defendeu a reforma da segurança pública no País, ancorada no pagamento de melhores salários e um mais treinamento aos policiais, bem como ações de combate ao tráfico de drogas e de armas. A candidata chegou a elogiar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) instaladas pelo governo do Rio nos morros para a repressão ao tráfico, mas chamou a ação de embrionária. "As UPPs são uma boa ideia, mas ainda não têm escala e o problema é que o os governos do estado e federal usam esse pequeno começo como solução", afirmou.

A candidata criticou ainda, sem citar nomes, adversários que defendem a criação de um Ministério da Segurança Pública em suas propostas de governo. "Não adianta ministérios, puxadinhos, remendos, o que precisamos é de uma reforma", reafirmou.

Marina elogiou a estabilidade econômica do País, bem como políticas sociais como o Bolsa-Família, as quais serão mantidas, segundo ela, caso seja eleita. "Mas se não olharmos para os erros, estaremos fadados a desconstruir os acertos; e os erros são muitos", disse Marina, que classificou saúde e a educação como de "péssima qualidade".

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