José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Marina Silva defende que cassação da chapa Dilma-Temer no TSE é o 'melhor caminho'

O que levou o dono da JBS a ser recebido na calada da noite?, questionou a ex-ministra em seu Twitter

Elisa Clavery, O Estado de S.Paulo

21 Maio 2017 | 19h35

A ex-ministra Marina Silva (Rede) criticou, na noite deste domingo, 21, a postura do presidente Michel Temer (PMDB) de não "esclarecer a gravidade do que foi divulgado" e usar o "método de desqualificar o acusador". Marina defendeu, ainda, a cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como o "melhor caminho."

"O que levou o dono da JBS, aquele que 'prejudicou o Brasil, enganou os brasileiros ', ser recebido na calada da noite no Palácio do Jaburu?", questionou a criadora da Rede em seu Twitter. "O método de desqualificar o acusador não fez o presidente Michel Temer esclarecer a gravidade do que foi divulgado."

Sem citar as eleições diretas, Marina escreveu que "neste momento, a cassação da chapa Dilma-Temer no TSE é o melhor caminho". Caso a chapa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e de Temer nas eleições presidenciais de 2014 seja cassada na corte eleitoral, a escolha do novo presidente poderia ser através de eleições diretas. Se por um lado a Constituição Federal determina eleições indiretas no caso de vacância do cargo nos dois anos finais do mandato, esse prazo é reduzido para seis meses no Código Eleitoral. O julgamento no TSE começa no próximo dia 6 de junho.

A presidenciável em 2014 questionou, ainda, pontos da delação de Joesley que não foram esclarecidos pelo presidente em nenhum de seus pronunciamentos, no sábado, 21, e na quinta-feira, 18.

"O que o presidente teria a dizer sobre os vídeos estarrecedores de seu assessor recebendo uma mala de dinheiro de um diretor da JBS?", perguntou Marina. "Por que o presidente não denunciou as confissões de suborno a juízes e procuradores feitas pelo empresário, conforme estabelece a lei?"

Marina escreveu, ainda, que "para que em nosso país possam caber todos, é necessário que não caiba mais a corrupção".

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