Paulo Pinto/AE
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Marina Silva compara perda de Zilda Arns à de Chico Mendes

Já passaram pelo velório da médica outros 2 presidenciáveis: José Serra (PSDB) e Dilma Roussef (PT)

Anne Warth, enviada especial a Curitiba,

16 de janeiro de 2010 | 11h35

A senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata do PV à Presidência da República, comparou a perda da médica à morte do sindicalista, ativista ambiental e líder dos seringueiros Chico Mendes, em 1988.

 

"Quando nós perdemos o Chico Mendes no Acre, num determinado momento havia uma sensação de desamparo, 'quem vai fazer o que ele fazia?' Nesse momento, com a perda da Dra. Zilda, nós sentimos essa mesma sensação", afirmou a senadora, que esteve nesta manhã no velório da médica, no Palácio das Araucárias, em Curitiba.

 

"A resposta que demos lá no Acre é que todos nós tínhamos que começar a fazer o que ele fazia, não com a estatura, grandeza, destreza que ele tinha, mas da nossa forma pequena de fazer, do nosso tamanho. Se todos fizerem a sua parte quem sabe a gente alcance o tamanho dela", acrescentou.

 

Para Marina, Zilda Arns deixa uma lição. "Ela deixa a lição de alguém que foi capaz de viver o Evangelho", afirmou. "Ela foi fazendo aquilo em que acreditava, defendendo os pobres, buscando a solidariedade, dentro de uma igreja. Que forma melhor se tem de dar a vida pelos amigos, como mandou Jesus?", opinou.

 

Marina é a terceira presidenciável a comparecer ao velório de Zilda Arns. Ontem, passaram pelo Palácio das Araucárias o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), que acompanhou o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também estiveram nesta manhã no velório de Zilda Arns o ex-governador do Paraná Jaime Lerner e o ex-prefeito de Curitiba e deputado federal, Cassio Taniguchi (DEM-PR).

 

Sepultamento

 

O velório da médica sanitarista e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, prossegue nesta manhã no Palácio das Araucárias, sede do governo do Paraná, em Curitiba. O velório começou nesta quinta-feira (15), às 11h, e somente foi interrompido durante algumas orações para a família e durante a visita do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ontem, no fim do dia.

 

Às 14h, haverá a celebração de uma missa de corpo presente em memória de Zilda Arns, no Palácio das Araucárias. Às 16h, a médica será sepultada no Cemitério da Água Verde. Ontem, estiveram no velório o prefeito de Curitiba, Beto Richa, os governadores do Paraná, Roberto Requião, de São Paulo, José Serra, de Santa Catarina, Luiz Henrique Silveira, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), o deputado José Anibal (PSDB-SP), os senadores Álvaro Dias (PSDB-PR), Ideli Salvatti (PT-SC) e Eduardo Suplicy (PT-SP), a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

 

O corpo de Zilda Arns chegou do Haiti na madrugada de ontem em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), em Brasília, e seguiu para Curitiba, onde chegou às 10h30. Acompanharam o voo o senador Flavio Arns (PSDB-PR), sobrinho da médica, e o chefe de Gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho. 

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