Marina Silva apresenta nesta terça possíveis nomes para seu novo partido

'Semear', 'Rede Verde' e 'Partido da Terra' estão entre as opções; sigla será oficializada em 16 de fevereiro

Isadora Peron, de O Estado de S. Paulo,

21 de janeiro de 2013 | 19h25

SÃO PAULO - A reunião que irá oficializar a criação de um novo partido para viabilizar a candidatura da ex-senadora Marina Silva à Presidência da República já tem data marcada: será dia 16 de fevereiro, em Brasília. Nesta terça-feira, 22, no entanto, ela vai se reunir com os seus apoiadores em São Paulo para dar continuidade à discussão sobre o assunto.

A ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula tem evitado dar o caso por encerrado. Em entrevista na manhã desta segunda-feira, 21, à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, ela confirmou a data mas disse que, apesar de as discussões estarem avançadas, a decisão ainda não foi tomada. “Temos um movimento transpartidário onde há dentro dele uma parte que deseja fundar um novo partido, mas há também quem seja contra, o que é legítimo”, afirmou.

Para viabilizar a candidatura em 2014, Marina e seus apoiadores vão precisar correr contra o tempo e conseguir recolher cerca de 500 mil assinaturas até outubro, data limite para poder registrar a legenda no Tribunal Superior Eleitoral.

Na reunião desta terça, promovida pelo Movimento por uma Nova Política, devem ser apresentados os nomes mais votados em uma enquete virtual para batizar a sigla. Entre as mais de 40 opções sugeridas pelos internautas, estavam “Semear” (Sustentabilidade, Educação, Meio ambiente, Ética e Renovação), “Rede Verde” e “Partido da Terra”.

Um dos organizadores do evento, Bazileu Margarido, acredita que a reunião do grupo paulista irá acelerar o processo de discussão nos demais Estados e possibilitar o anúncio da nova sigla no dia 16.

Movimento. Após ficar em terceiro lugar na corrida presidencial de 2010 e conquistar quase 20 milhões de votos, Marina decidiu sair do PV em 2011 e criar um movimento suprapartidário que se propõe a pensar uma nova maneira de fazer política no País.

A ex-ministra criticou, por exemplo, o fato de o sistema político brasileiro não permitir o lançamento de candidaturas avulsas, isto é, sem que a pessoa esteja vinculada a uma legenda. “Hoje os partidos têm o monopólio da política institucional, e os cidadãos ficam apenas de espectadores da política.”

Ela também afirmou não estar criando uma nova legenda somente por interesse eleitoral. “Se eu quisesse fazer apenas mais um partido para chamar de meu, eu teria feito isso em 2011 para sair com candidatos em 2012, o que seria eleitoralmente mais interessante, mas não seria o mais coerente.”

Desde meados do ano passado, Marina tem intensificado os contatos com lideranças políticas para discutir o assunto. Uma delas é a ex-senadora e atual vereadora por Maceió Heloísa Helena, do PSOL. Na semana passada, ela anunciou em sua página no Facebook que ajudaria a ex-ministra a conseguir o apoio necessário para a criação da sigla.

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