Marina: Serra e todos brasileiros estão 'vulneráveis'

A candidata do PV à sucessão presidencial, Marina Silva, disse hoje sentir-se vulnerável diante da sucessão de sigilos quebrados dentro da Receita Federal. Para ela, o órgão vive uma situação de "descontrole". "Eu estou também vulnerável, como o governador Serra, sua família, seus companheiros e todos os brasileiros", afirmou, após encontro com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, na capital paulista.

CAROLINA FREITAS, Agência Estado

02 de setembro de 2010 | 18h52

Dados fiscais de pessoas ligadas ao candidato do PSDB, José Serra, foram vazados em agências da Receita Federal, em São Paulo. O tucano tem culpado a campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT). Questionada de quem seria a responsabilidade pelos vazamentos, Marina evitou polemizar. "Serra está fazendo acusações. Ele deve ter elementos para isso. Eu não vou fazer nenhum prejulgamento", disse.

Segundo Marina, os fatos não devem ser vistos apenas com viés eleitoral. "Não podemos admitir que essas coisas sejam tratadas pelo olhar do interesse político de A ou de B. Há um sociedade que precisa ser protegida. Se qualquer sigilo foi quebrado por uma ação política, isso é de uma gravidade que a Justiça Eleitoral terá de se pronunciar."

A candidata voltou a cobrar explicações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o caso. "Entre a posição de vítima do governador Serra e a omissão do ministro da Fazenda, há uma sociedade que merece explicações do ministro e uma punição enérgica em relação a esse caso", disse.

Diferença

Após ter dito ontem que a diferença entre ela e Dilma era de "uns quilinhos a mais", Marina voltou a se desculpar pelo comentário feito em sabatina promovida pelo jornal O Estado de S. Paulo e tentou se distanciar, por outros motivos, de seus adversários.

"Dilma e Serra são muito parecidos. E eu não sou parecida nem com ela nem com o Serra. Eles têm uma visão desenvolvimentista. Não são capazes de pensar o meio ambiente e o desenvolvimento como partes de um mesmo processo", afirmou.

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