Marina se lança com ofensiva na periferia

No lançamento de sua pré-candidatura, ex-senadora pode também anunciar Guilherme Leal, presidente da Natura, como vice

Alfredo Junqueira, Wilson Tosta e Luciana Nunes Leal, do Estado de S.Paulo

15 Maio 2010 | 17h47

NOVA IGUAÇU - Mais do que o lançamento da pré-candidatura à Presidência da senadora Marina Silva (PV-AC), o evento que deve reunir neste domingo, 16, 3 mil pessoas numa casa de show em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ,deve ser o início de ofensiva do partido nas áreas metropolitanas das grandes cidades do País.

 

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Marina dará menos espaço a temas tradicionais de seu discurso e investirá em assuntos que afligem a população das periferias: saneamento e transporte.

 

No evento, o tom do discurso da senadora deve ser o da agregação de diferentes setores em torno de sua bandeira. "A ideia básica é de trabalhar no sentido de que a sociedade brasileira pode se juntar pelo Brasil que queremos", revelou na sexta-feira.

 

Há uma grande expectativa de que o encontro marque a oficialização do nome de Guilherme Leal, diretor-presidente da Natura, no posto de vice na chapa. "O partido está unânime em torno do Leal e sente que antecipar o anúncio pode ser um trunfo da candidatura de Marina", disse o coordenador da pré-campanha da senadora, o presidente do PV do Rio, Alfredo Sirkis. Ela desconversa. "Meu convite ao Guilherme foi enfático. E o anúncio do vice vai nos favorecer agora ou depois , pois não fizemos uma aliança pragmática, um cálculo puramente eleitoral."

 

O encontro ainda vai marcar a oficialização da candidatura do deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) ao governo do Rio de Janeiro. Trata-se da grande aposta do PV para as eleições estaduais. Depois do Acre, o Rio é o Estado em que Marina deverá ter o maior porcentual de votos.

 

Os próximos eventos da candidata ocorrerão nas regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte e Recife. Para Sirkis, o período entre os lançamentos das candidaturas e o início do horário eleitoral gratuito na televisão é o momento para fazer o nome da senadora decolar. "É um janelão de oportunidade, um período de equidade entre as candidaturas. A coisa complica com o início da campanha da TV, pois temos muito menos tempo que nossos adversários."

 

Sirkis acredita que, nas periferias, a candidata tem potencial explosivo de crescimento. "Ali, há um número elevado de eleitores que estão fora da política. Essas pessoas se apaixonam pela Marina. As mulheres pobres se identificam com sua história."

 

Gabeira também aposta na periferia. Depois de perder a eleição para prefeito da capital, em 2008, com votação concentrada na classe média da zona sul, ele quer reforçar sua presença junto aos mais pobres na disputa pelo Palácio Guanabara. "Estou focando a grande periferia: Baixada (Fluminense), São Gonçalo e algumas cidades", diz o deputado, que defende que Marina também mire as periferias e adote como bandeira o que chamou de "grande questão ambiental, que não interessa a estrangeiros, mas a brasileiros": o saneamento básico. "É o compromisso de uma geração de políticos", diz.

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