Marina responsabiliza hegemonia tucana em SP por problemas de segurança pública

Para ela, o ideal seria construir uma parceria entre os governos federal, estadual e até dos municípios para evitar tais situações

Rose Mary de Souza, de O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2010 | 14h41

JUNDIAÍ - A candidata à Presidência da República Marina Silva (PV) criticou o governo tucano em São Paulo, após ser questionada sobre os recentes atentados contra a Rota (Rota Ostensiva Tobias Aguiar) e incêndios provocados em pelo menos 10 veículos na capital, neste último final de semana. Segundo Marina Silva é necessário "fazer uma reforma na segurança pública que está há mais de 20 anos no mesmo governo", disse sem citar o PSDB.

 

Para ela, o ideal seria construir uma parceria entre os governos federal, estadual e até dos municípios para evitar tais situações a que chamou de "problemas de descontrole ". A candidata lamentou que " o Estado mais rico da federação pague os piores pisos salariais aos profissionais da policia". Segundo ela é importante que haja uma ação forte de inteligência para que a polícia atue em um ciclo fechado de policiamento.

 

Marina esteve na empresa Itautec, em Jundiaí, no final da manhã desta segunda-feira, 2. Ela veio conhecer a unidade de reciclagem de microcomputadores e de notebooks que funciona dentro da planta da indústria. A senadora cedeu seu notebook para ser reciclado. Ela conversou com os funcionários e acompanhou alguns processos de separação de resíduos eletrônicos.

 

"Essa visita ( a Itautec) é uma espécie de comemoração da lei que está sendo sancionada hoje, já discutida em 2007 quando eu era Ministra do Meio Ambiente, de logística reversiva, que trará um ganho ambiental e econômico", comentou.

 

Segundo ela, apesar da indústria estar operando apenas na separação dos componentes já que a reciclagem efetiva das peças ocorrem fora do pais, esse é um grande passo para se discutir a instalação de empresas de beneficiamento e reciclagem deste tipo de material.

 

Segundo nota da Itautec, nos últimos três anos foram destinados mais de 1.400 toneladas de materiais para reciclagem. Depois de processados, alguns tipos de materiais são reutilizados na fabricação de outros produtos.

 

Para que ocorra maior adesão de pequenas e grandes empresas na reciclagem de materiais em geral, faz-se necessário discutir "incentivos fiscais e estimular cada vez mais o consumo responsável".

 

Marina acha que deve ser discutido a problemática da incineração de material, parte de uma polêmica, que envolve também uma serie de questões relacionadas aos catadores de lixo e a formação de cooperativas nas periferias de grandes cidades. "Mas com a lei a ser sancionada hoje podemos implantar a logística reversa através de consórcios entre as prefeituras ,por exemplo".

 

Questionada pelos jornalistas se iria se afastar das aparições públicas nos próximos dias com o objetivo de se preparar para a temporada de debates, como vem sendo divulgado pelas agendas de seus adversários, Marina Silva disse que está sempre se preparando "como agora, nessa conversa com vocês".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.