Divulgação - 14/10/2009
Divulgação - 14/10/2009

Marina rebate Dilma sobre preconceito contra mulher

Nos EUA, senadora que pretende se candidatar à Presidência classificou viagens da ministra como 'campanha'

Patricia Campos Mello, correspondente,

26 de outubro de 2009 | 19h30

Em viagem aos Estados Unidos nesta segunda-feira, 26, a senadora Marina Silva (PV-AC) classificou as caravanas do presidente Lula com a ministra Dilma Russeff como "atos de campanha", e pediu equilíbrio na CPI que irá investigar o Movimento dos Sem-Terra (MST). A senadora também rabateu as declarações em que a ministra afirma que as críticas são resultado de preconceito contra o fato de ser mulher.

 

Marina, que realiza encontros com políticos americanos e participa de debates sobre o aquecimento global em Washington, deixou o PT recentemente para tentar se candidatar à Presidência pelo PV.

 

A senadora disse que sua ex-colega de ministério usou a máquina pública para fazer campanha. "Há um incômodo legítimo da sociedade; essa ida ao São Francisco em caravana caracterizou um ato de campanha; os atos falhos falam por si", disse a senadora e pré-candidata à presidência. "Não tem nada a ver com ser homem ou mulher."

 

Veja também:

linkNovo advogado-geral defende viagem de Lula e Dilma

linkCrítica a viagens é preconceito contra mulher, diz Dilma

linkLula diz que oposição está 'nervosa' com inaugurações

linkLula faz comício no São Francisco, mas segura verba

linkMST busca aliados para barrar CPI

 

Há cerca de duas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva referiu-se a uma inauguração na região do São Francisco como um "comício", em um ato falho. No domingo, Dilma disse que a oposição tem preconceito pelo fato de ela ser mulher e, por isso, a acusa de uso da máquina pública para fazer campanha eleitoral.

 

Marina participou nesta segunda de uma mesa redonda promovida pelo Woodrow Wilson Center para debater as propostas de Brasil, China e Índia para a reunião do clima em Copenhagen. Na terça-feira, ela participa de um almoço no Congresso e à tarde vai se reunir com a deputada Barbara Lee, democrata da Califórnia que é líder da bancada Negra no Congresso e defensora de medidas pacifistas.

 

Marina deve se encontrar também com assessores dos senadores John Kerry e Lindsey Graham, que estão finalizando uma versão ambiciosa da Lei Climática.

 

CPI do MST

 

Perguntada sobre a criação da CPI do MST, Marina disse que a comissão não pode ser "unilateral" . "Se a comissão for unilateral, só tratar do MST, será uma tentativa de criminalizar o movimento", disse a senadora. "É preciso que a CPI investigue também os ruralistas, há muitos casos de violência cometidos por ruralistas."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.