Marina rebate crítica de Sérgio Guerra

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, rebateu hoje (2) as críticas do presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), ao seu programa de governo. Em entrevista publicada hoje pelo portal iG, Guerra sugeriu que o PV teria propostas irreais para o meio ambiente. "A teoria dela (Marina) sobre meio ambiente está muito nas estrelas", afirmou, reclamando por não ver a candidata apresentar, por exemplo, sugestões para a preservação do litoral nordestino.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

02 de agosto de 2010 | 22h08

"Não vou ficar debatendo sobre rótulo. Quem é capaz de ler e entender vê que é perfeitamente factível", disse a presidenciável, ao participar à noite da inauguração do comitê central da campanha de Fábio Feldmann, candidato do PV a governador de São Paulo. Segundo Marina, seu programa de governo é o único, entre os apresentados pelos presidenciáveis até agora, a integrar desenvolvimento e meio ambiente.

Para a candidata, a crítica do tucano não tem fundamento. "Irreal é achar que se pode continuar com uma cabeça de boi por hectare. Irreal é achar que se pode continuar desmatando a Amazônia", afirmou.

Já Feldmann disse que a crítica do tucano reflete uma visão antiga sobre o que são políticas ambientais. "Eles (os tucanos) estão com a cabeça no século 20, e não no século 21", afirmou.

Feldmann, em seu discurso, enfatizou que, embora as candidaturas do PV enfrentem algumas dificuldades, ele está otimista. "Somos cavalo de chegada. Posso dizer que vamos surpreender nessas eleições", disse. Ele aposta no início do horário eleitoral gratuito. "A Marina é a única candidata capaz de despertar paixão pela política", disse.

Constrangimento - Ao elogiar Feldmann, o presidente do PV no Rio, Alfredo Sirkis, acabou criando um constrangimento no evento. "Com a candidatura do Feldmann, dá até vontade de transferir o título para São Paulo", disse Sirkis, que recentemente enfrentou desavenças com o candidato do PV a governador do Rio, Fernando Gabeira, nas discussões para formação da chapa do partido no Estado. Marina, em seguida, tentou corrigir: "Para não ficar dúbio: mas lá (no Rio) ele já vota lá no Gabeira."

Sirkis também amenizou a força da expressão de apoio por Feldmann e disse que vota com todo entusiasmo em Gabeira. "O que eu quis dizer é que eu gostaria de fazer as duas coisas", afirmou, explicando que se pudesse votaria nos dois candidatos.

Infidelidade - Perguntado sobre o apoio de prefeitos do PV ao candidato do PSDB a governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, Feldmann disse que não tem se preocupado com os infieis do partido. "Quem decide, em última instância, é o eleitor", afirmou.

Hoje, no entanto, a direção estadual do PV anunciou a suspensão do prefeito de Bebedouro (SP), João Batista Bianchini, que teria declarado apoio a Alckmin.

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