Marina questiona se ministro da Fazenda terá autonomia

Para ex-ministra, anúncio dos futuros titulares da equipe econômica não é uma garantia de que ajustes serão realizados

ISADORA PERON E IGOR GADELHA, O Estado de S. Paulo

28 de novembro de 2014 | 18h58

Atualizado às 22h28

Brasília - A ex-ministra Marina Silva (PSB), derrotada no 1.º turno da eleição presidencial, afirmou nesta sexta-feira, 28, que o anúncio da nova equipe econômica não vai ser o suficiente para recuperar a credibilidade da gestão Dilma Rousseff.

Em nota, ela elogia os nomes escolhidos para os ministérios da Fazenda e do Planejamento, mas diz que há dúvidas se de fato eles terão “autonomia” para fazer ajustes como controlar a inflação e diminuir os gastos públicos. “O governo federal gerou tantas incertezas nos últimos anos que apenas novos nomes, por mais consistentes que sejam, não vão resgatar a credibilidade”, afirma o texto. 

Na quinta, o governo confirmou o economista Joaquim Levy como ministro da Fazenda, Nelson Barbosa para o Planejamento e a permanência de Alexandre Tombini na presidência do Banco Central. 

Marina cobrou ainda mais transparência do governo, não só para acabar com as “maquiagens contábeis”, mas também para que a população tenha acesso às informações sobre as políticas públicas em geral. 

A ex-ministra também acusou Dilma de mentir sobre a situação econômica do País durante as eleições. Segundo ela, a então candidata à reeleição não apresentou um programa de governo porque “teria que sair do mundo colorido do marketing eleitoral e fazer, no mundo real, o que tanto criticou na campanha”. 

Durante a disputa presidencial, o programa de governo de Marina defendia a recuperação do tripé econômico — meta de inflação, superávit fiscal e câmbio flutuante — e a independência do Banco Central.

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