Marina: questão agrária exige responsabilidade

Presidenciável lembrou que militantes das regiões Norte e Nordeste sofrem ameaças de morte

Rose Mary de Souza / CAMPINAS, Agência Estado

29 de maio de 2010 | 13h46

A pré-candidata à Presidência pelo Partido Verde, Marina Silva, disse neste sábado, 29, que a questão das terras no Brasil é uma questão legítima, mas que tem de ser discutida com responsabilidade. Marina considera legítimas as causas do Movimento dos Sem Terra (MST), mas diz que seria interessante que o movimento não extrapolasse suas ações. Da mesma forma, mencionou que no Norte e Nordeste do País, a questão principal é a ameaça de morte. Segundo a pré-candidata, o bispo de Altamira, por exemplo, tem sido perseguido e ameaçado. "Isto também é uma extrapolação da liberdade", afirmou Marina.

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Questionada sobre o comentário do pré-candidato José Serra (PSDB) em relação ao narcotráfico da Bolívia, Marina Silva disse "temos de ter muito cuidado em relação a comentários sobre os países vizinhos. É preciso não generalizar quando se trata do tema narcotráfico". Segundo ela, todo comentário sem responsabilidade não favorece nenhum dos dois países.

A pré-candidata disse também que o PV tem tomado muito cuidado para cumprir a legislação eleitoral, ao contrário dos outros pré-candidatos que já agem como em campanha eleitoral. "Por outro lado, não tem como ficar em casa esperando a data chegar para depois sair às ruas anunciando que é candidata", afirmou. Por isso Marina Silva passeou hoje pela rua Treze de Maio, no centro de Campinas. "Nesses passeios, falo quase 500 mil vezes: sou pré-candidata, pré-candidata", disse ela. Marina esteve também na Casa de Portugal no lançamento da pré-candidatura de Luciano Zica (PV) a deputado federal.

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