Marina quer compensar emissões de gás em campanha

A campanha da senadora Marina Silva (PV) à Presidência da República pretende calcular o gás carbônico que vai gerar para compensar a natureza com o plantio de árvores. A promessa foi feita pela pré-candidata em conversa com repórteres nos estúdios da Rede Bandeirantes hoje em Porto Alegre. Marina passou parte do dia dando entrevistas na capital gaúcha, onde também esteve na sede do Grupo RBS e na TV Record.

ELDER OGLIARI, Agência Estado

18 Maio 2010 | 19h47

Segundo Marina, sua equipe está orientada a procurar uma empresa capaz de calcular a quantidade de gás carbônico gerado a cada atividade de campanha, como viagens de carro e avião. A ideia é obter um cálculo aproximado das emissões para depois mobilizar simpatizantes do partido e da causa ecológica para a reposição. "Você pode fazer inúmeras parcerias, com produtores rurais, com gente que tem fazenda, com empresas, para que plantem árvores para fazer a neutralização das emissões", afirmou Marina.

A pré-candidata acredita que a proposta também receberá apoio dos jovens. "É um bom movimento para a juventude e as crianças contribuírem com o Brasil que a gente quer neutralizando as emissões de carbono", afirmou. Marina ressalvou, no entanto, que a busca pela empresa só será feita quando a campanha começar, com recursos de campanha, porque agora está andando com "moderação franciscana".

Doações

Em outra entrevista, a jornalistas do Grupo RBS, a pré-candidata disse que o PV vai estabelecer critérios tanto para receber doações quando para dar total transparência às contas durante a campanha política. "Não vamos aceitar doações de qualquer jeito", reiterou, para citar que não quer contribuições da indústria do tabaco.

Marina admitiu, no entanto, que as empreiteiras não estão no mesmo grupo. "Aí você tem que qualificar, se não você põe todo mundo no mesmo bojo e as generalizações às vezes cometem injustiças".

A primeira doação que a campanha de Marina Silva vai receber será de R$ 25. O valor é quase simbólico, mas vai fechar uma história ocorrida recentemente e contada pela própria pré-candidata. "Eu estava num aeroporto, quando uma criança de 11 anos se aproximou e disse ''não sei o que isso vai dar para sua campanha, mas eu quero doar esse dinheiro''. Aí eu falei ''eu não posso receber, ainda não há doações para a campanha'', mas peguei o endereço dele, fui falar com os pais dele e ele vai ser o meu primeiro doador oficial de campanha com esses R$ 25".

Irã

A pré-candidata também disse que torce para o acordo nuclear anunciado pelo Brasil, Turquia e Irã dar certo. Ao mesmo tempo advertiu que o Irã já usou a estratégia de ganhar tempo em situações anteriores e manteve a "cultura da bomba atômica".

Marina criticou aquele país por desrespeito às liberdades e aos direitos humanos. "Mas ninguém pode criticar ninguém por dialogar", ressalvou, referindo-se às negociações feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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