Marina quer atingir 200 mil seguidores no Twitter

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, chegou às 19h15 de hoje à marca de 100.746 seguidores no Twitter. Uma mobilização realizada hoje, e que surgiu entre seus simpatizantes no Orkut e se espalhou pelo Facebook, foi considerada pela campanha do PV como o primeiro "twitaço" entre políticos no Brasil.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

20 Julho 2010 | 20h59

Durante todo o dia, a candidata esteve entre os 10 assuntos mais comentados entre os twiteiros brasileiros. Até ontem, a candidata tinha aproximadamente 90 mil seguidores e, com a nova marca, a campanha quer chegar aos 200 mil.

"Na minha época, a gente chamava de panelaço e eles (seguidores) estão fazendo um panelaço virtual, disse a candidata, que acompanhou o início da mobilização em uma lan house da Rua Augusta, em São Paulo. "É bom porque não faz barulho", brincou.

Marina, que disse ainda estar aprendendo sobre as novas mídias, agradeceu o esforço da militância virtual. "As militâncias no mundo virtual ajudam a fazer a diferença na política do mundo real", afirmou. "A gente sabe que não precisa de megaestruturas, basta um ''megacompromisso'' com o País que a gente quer agora e no futuro".

No Twitter, os eleitores de Marina eram convidados a usar a hashtag #euvotomarina e completar a frase explicando a razão de seu voto. Muitos diziam que votam na candidata "porque ela é capaz de salvar o planeta" ou porque defende a sustentabilidade ambiental. A cantora Adriana Calcanhotto aderiu à campanha: "#euvotomarina porque ela é ética, transparente, corajosa, determinada, de alma elegante".

A candidata negou que seu foco seja o eleitor jovem, mas acredita que seu discurso vai ao encontro do pensamento desse eleitorado. "A juventude está inteiramente investida daquilo que eu tenho dito repetidas vezes: de um projeto político que seja capaz de antecipar aquilo que a juventude quer ver agora e no futuro", analisou. "O jovem não se mobiliza em projetos de poder pelo poder", acrescentou.

Doações

Marina espera que sua campanha possa mobilizar também doadores pela internet. Ela aguarda um acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que possa viabilizar as doações pela rede, "para que essa lógica de que são poucos contribuindo com muito possa ser rompida".

A candidata aproveitou o "twitaço" para defender a ampliação da rede de banda larga (através da aliança entre iniciativa privada e poder público) e de um projeto de marco civil para internet que preserve a liberdade de expressão no mundo virtual. "O Brasil precisa ampliar significativamente o acesso à banda larga", disse.

Marina defendeu também a integração de novas tecnologias à educação. "Isso precisa ser provido à maior parte das pessoas", reforçou.

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