EFE
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Marina provoca FHC e Lula: 'Se conversavam com ACM, Renan e Jader, por que não conversam entre si?'

Terceira colocada em duas disputas pelo Planalto, criadora da Rede prega diálogo entre tucano e petista para Brasil sair da crise política que, segundo ela, afasta investidores

O Estado de S.Paulo

13 Novembro 2015 | 09h38

São Paulo - A ex-ministra do meio ambiente e ex-senadora Marina Silva voltou a defender, em entrevista ao portal G1, que os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardozo devem dialogar para ajudar o País a sair da crise política que, segundo ela, está afetando o cenário econômico e afastando investidores. 

"Está na hora de o presidente sociólogo e o presidente operário conversarem. Se foi possível Fernando Henrique conversar com ACM, se foi possível Lula conversar com  Sarney,  Collor, Renan , Jader Barbalho e Eduardo Cunha, por que não é possível conversarem dois ex-presidentes da República para que possamos viver os últimos suspiros da polarização?", questionou a ex-senadora.

Em julho, FHC divulgou um texto em seu perfil no Facebook condenando a aproximação com o governo. "O momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo. Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo", argumentou.

A declaração do tucano naquela época ocorreu um dia após o jornal Folha de S.Paulo publicar reportagem informando que Lula havia autorizado interlocutores a procurarem assessores do tucano para que fosse articulada uma conversa entre os dois.

Apesar das recentes desavenças públicas entre Lula e FHC, Marina destacou que um eventual encontro entre eles não seria visto como um "pacto de impunidade", mas sim um "pacto de responsabilidade".

"Não é ninguém ir conversar para dizer: 'Olha, estou aqui vergando a sua coluna'. Não, é um diálogo mesmo. O PSDB decidiu agora que vai votar a DRU (Desvinculação das Receitas da União, dispositivo que reduz o engessamento do Orçamento federal, criado na gestão FHC ou Itamar). Enfim, é a proposta deles. É incoerente não votar", defendeu a ex-ministra, em referência à posição adotada nesta semana pelo PSDB de adotar uma agenda mais propositiva e aceitar a votar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga a permissão para que a União utilize livremente parte dos recursos do Orçamento, criada no governo FHC.

Para Marina, os ex-presidentes devem assumir seus "papéis". "Ex-presidentes estão aí para assumir o papel de ex-presidentes e ajudar o País a sair do caos", declarou.

A ex-senadora afirmou que a instabilidade política tem contaminado a economia, afastando investidores. Para ela, há pessoas que estão trocando o futuro do país "por causa de uma eleição". "As pessoas estão brincando. Qual é o investidor que vai olhar para uma situação como essa e vai achar que é sério investir no Brasil?", indagou.

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