Marina promete fim do 'desperdício' nos gastos públicos

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, defendeu a manutenção da política econômica do atual governo, mas reafirmou que, se eleita, vai dar prioridade à redução dos gastos públicos. "Vamos acabar com o desperdício", disse ela, em entrevista dada hoje à rádio ABC, em São Paulo. A proposta, apresentada ontem, está entre as diretrizes de programa de governo da candidatura e prevê a limitação de gastos à metade do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

28 Julho 2010 | 10h17

"A política econômica está dando certo. Não dá para brincar com algo tão importante", afirmou Marina, ao dizer que não pretende mudar os fundamentos da política econômica. No entanto, ela criticou a aplicação da taxa de juros como única forma de controle da inflação. Segundo Marina, é preciso que o governo profissionalize o Estado e reduza o desperdício.

Ao recordar sua origem humilde no Acre, o analfabetismo até os 16 anos e a vida de empregada doméstica, Marina contou que quer ser presidente "para que os pobres continuem a ter oportunidades". A candidata ressaltou que é preciso ir além dos 25 milhões de brasileiros que saíram da pobreza durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva. "Quero ser a primeira mulher de origem humilde presidente da República", completou.

''Terceira via''

Durante entrevista de mais de 40 minutos, Marina defendeu a candidatura de "terceira via" do PV por não ser "nem de oposição nem de situação". "Não sou de direita nem de esquerda, estou à frente", brincou. Ela condenou também a "política comandada pelos velhos caciques" e propôs o que chamou de "nova política". "Não quero ganhar de qualquer jeito, a qualquer custo", disse a candidata, ao negar que venha atacando ou desqualificando seus adversários. "Não me coloco nesse lugar ridículo."

Marina reafirmou o objetivo de criar as bases para a implementação de reformas (tributária, política, trabalhista) e acrescentou uma nova reforma: a da segurança pública. De acordo com a candidata, é preciso investir em inteligência para combater o crime organizado, melhorar o salário dos policiais e garantir a aplicação dos direitos humanos aos presos "amontoados nas cadeias". "É fundamental dar segurança para as pessoas", defendeu.

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