Marina: Polêmica entre Meio Ambiente e PAC é ´falso dilema´

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira que as divergências com diversos setores do governo responsáveis pela implementação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não passam de um "falso dilema". Durante audiência pública na Câmara dos Deputados para tratar de aquecimento global, ela argumentou, no entanto, que não é possível advogar pelo desenvolvimento econômico sem promover a conservação ambiental. "A discussão da polêmica entre conservação ambiental e desenvolvimento é um falso dilema, ainda que, na prática, isso tenha que ser superado", disse a ministra. O ministério, em especial o Ibama, passou a sofrer críticas duras de dentro do próprio governo de ser o responsável por barrar a implantação de ações propostas pelo PAC. O órgão é responsável pelo licenciamento ambiental a projetos de infra-estrutura. O Ibama é acusado de resistir a conceder autorização para a construção de hidrelétricas e estradas. Durante seu discurso, Marina evitou polarizações, mas deu diversos recados. O maior deles é de que não está disposta a perder a briga. Para o meio ambiente, perder a briga significa não ter força para impedir excessos do governo na ânsia de implementar o programa de aceleração, uma das principais iniciativas para a economia no segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra defendeu a produção de biocombustíveis, a menina dos olhos do presidente, mas ponderou que uma matriz energética alternativa deve ser "limpa". Segundo ela, é possível desenvolver essa fonte de energia recuperando áreas degradadas, nascentes de rios e promovendo a inclusão social. "Os países em desenvolvimento não podem ficar disputando com países desenvolvidos o direito de acabar com sua biodiversidade, de acabar com a vida", afirmou. A declaração de Marina Silva vem em meio a um esforço de Lula em "vender" a idéia fora do País. Ele e o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, vêm tratando de uma parceria na área do etanol. "Queremos que o biocombustível seja desenvolvido em diversos países do mundo, mas com responsabilidade ambiental", disse Marina, citando especificamente as regiões da Ásia, América do Sul e Caribe.

Agencia Estado,

26 Abril 2007 | 12h44

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