Marina pede 'voto-cidadão' em lugar de 'voto-gratidão'

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, fez hoje um apelo aos jovens, considerados por ela como seus principais eleitores, para que continuem o trabalho de convencimento da população e transformem o que chamou de "voto-gratidão" em "voto-cidadão". Para Marina, o "voto-cidadão" seria a opção consciente por sua candidatura e propostas, enquanto o "voto-gratidão" seria a escolha da petista Dilma Rousseff como uma forma de agradecimento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Estou chamando os jovens para que apostem no ''voto-cidadão''", disse Marina, em visita à Bienal de São Paulo.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

21 de setembro de 2010 | 19h41

Segundo ela, existe uma "onda verde" em todo o País que indica o reconhecimento do eleitor de que sua candidatura "continua coerente até o fim e conseguiu se firmar como a terceira via". "É essa via que vai para o segundo turno", apostou a candidata.

Marina contou que nesses últimos dias de campanha continuará debatendo propostas e não vai basear sua conduta no "vale-tudo" para ganhar eleição. "O que está nas ruas é maior do que está nas pesquisas'', afirmou. "E o que está nas ruas vai começar a aparecer nas pesquisas."

A estratégia de campanha de Marina para os próximos dias será conciliar a agenda de gravações de programas eleitorais, treinamento para os últimos debates presidenciáveis na TV e as visitas aos Estados. O encerramento de campanha prevê duas caminhadas, uma no Rio de Janeiro e outra em São Paulo.

O foco das viagens na reta final serão as regiões Sul e Sudeste. De acordo com João Paulo Capobianco, coordenador de campanha do PV, a "onda verde" mostra que a estratégia de Marina é a mais correta. "Estamos colhendo os resultados de uma ação que foi desde o início marcada pelo debate de propostas e fuga do embate eleitoreiro e da guerra de currículos. Discutimos o que interessa ao País."

Invasões

A coordenação de campanha de Marina Silva deve encaminhar ao Ministério Público Eleitoral (MPE) pedido de investigação dos três furtos ocorridos em dois diretórios (São Paulo e Brasília) e um comitê de campanha (Rio Branco). Segundo Capobianco, os advogados do partido vão encaminhar os boletins de ocorrência para o MPE, que poderá solicitar o apoio da Polícia Federal (PF).

O PV considera suspeita a ação quase simultânea de três invasões num prazo de 24 horas. "É cedo para falar, mas sabemos que não é um crime comum", disse Capobianco.

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