Marina nega que deixará ministério para disputar governo do Acre

A ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, voltou a negar que deixará o ministério para disputar o governo do Acre nas eleições de outubro. "Se eu fosse candidata, estaria com uma melancia na cabeça", disse. Em entrevista após solenidade de lançamento do Plano Nacional das Águas, Marina Silva disse que, se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quiser, tem como meta permanecer no comando da pasta até 31 de dezembro. "Continuo meu trabalho. Não estou fazendo pirotecnia ambiental."Pouco antes , o presidente Lula voltou a fazer elogios. Desta vez, porém, ele ponderou que os elogios não significavam que estaria fazendo um lançamento da candidatura de Marina Silva ao governo do Acre. Lula chegou a comentar a repercussão de declarações dadas por ele em outra solenidade de que, se a ministra fosse candidata, transferiria o título para o Acre. "Se eu tivesse de elogiar Marina para ela ser candidata, eu faria isso no Acre, onde estão seus eleitores, e não em Brasília", disse. "Se eu elogio é porque ela é uma pessoa dedicada e competente numa área difícil".Marina Silva disse que o senador Tião Viana (PT-AC), irmão do atual governador, Jorge Viana, é um dos mais cotados para disputar o governo. A decisão de quem será o representante do PT está sendo discutida por lideranças políticas no Acre.Diante da insistência de repórteres, que perguntaram a insistência do presidente em fazer elogios a ela, Marina respondeu: "Paciência. As pessoas lembram de mim pois sou uma pessoa que tem 48 anos de Acre". Questionada se aceitaria ser candidata ao governo caso fosse uma decisão das lideranças do partido no Acre, disse: "O PT não é centralizador. É um partido democrático que respeita a decisão individual das pessoas".

Agencia Estado,

03 de março de 2006 | 18h23

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