Marina exibe habilidade ao responder a perguntas embaraçosas no CQC

Pré-candidata do PV à Presidência da República encara com bom humor questões constrangedoras feitas em quadro do programa

Ana Conceição, da Agência Estado

27 de abril de 2010 | 14h33

SÃO PAULO - A senadora e pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva (AC), mostrou jogo de cintura na última segunda-feira, 26, ao participar do quadro "O Povo Quer Saber", do programa humorístico "CQC", na Rede Bandeirantes, no qual respondeu perguntas, algumas constrangedoras, de telespectadores. Em pouco mais de três minutos, Marina foi alvejada por questões como qual o homem mais sexy da política brasileira, se daria um "amasso" no cantor e compositor Roberto Carlos e, no momento mais embaraçoso, teve de responder a um rapaz se ela era "mais do tipo Selva Amazônica, floresta desmatada ou Serra Pelada". Rindo, Marina respondeu de pronto: "Temos de ser o meio ambiente por inteiro."

 

Geralmente com semblante sério nas entrevistas, a pré-candidata do PV a presidente pareceu bem-humorada e saiu pela tangente na maioria das respostas, como quando respondeu sobre os "amassos" no "Rei". "Já tenho um rei no meu coração." Ela não citou político mais sexy, mas mostrou apreço pelo pré-candidato Ciro Gomes (PSB-CE). "Acho o Ciro Gomes simpático."

 

Marina ainda foi questionada pela suposta falta de vaidade. "Por que a senhora não coloca um batom e solta o cabelo? Até a (Luiza) Erundina (deputada do PSB de São Paulo) já fez isso", pergunta uma mulher. A pré-candidata do PV disse ser alérgica a maquiagem e citou o cantor e compositor baiano Dorival Caymmi. "Ele me convenceu que sou bonita com o que Deus me deu."

 

Na parte mais "séria", os telespectadores tocaram em assuntos mais delicados. Evangélica, Marina disse ser contra o aborto, mas que defende um plebiscito no País sobre o assunto. Respondeu também ser favorável às pesquisas com células-tronco, mas apenas de adultos, não de embriões. "Como reagiria se tivesse umfilho gay?", pergunta um rapaz. "Amaria e respeitaria", disse em resposta. Questionada se convidaria o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), para algum ministério caso fosse eleita, a pré-candidata disse: "Cada um no seu quadrado. Não vamos confundir as coisas."

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