Marina e Serra discutem reforma sindical

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, prometeu hoje que, se eleita, fará uma reforma sindical, para ajudar a mediar os conflitos trabalhistas. Já o presidenciável José Serra (PSDB) defendeu o estímulo do governo federal à negociação direta entre sindicatos e empresas. Os dois participaram de um painel no Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (CONARH), onde responderam perguntas de representantes do setor sobre qualificação e trabalho. A candidata do PT, Dilma Rousseff, foi convidada, mas declinou.

CAROLINA FREITAS, Agência Estado

18 de agosto de 2010 | 23h10

Serra disse não ver necessidade de mudanças nas legislação trabalhista, expressa pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). "A Constituição foi detalhista na matéria trabalhista. Um ponto de partida é não mexer nesses direitos e procurar se mover a partir daí, no sentido de estimular a negociação entre sindicatos e empresas", disse o tucano. Para o candidato, há sindicatos maduros para essa negociação e o diálogo direto com as empresas permite o respeito a diferenças entre setores e regiões. "Isso não significa revogar nada nem jogar direitos pela janela", afirmou.

Marina colocou a reforma sindical como uma maneira de "diminuir conflitos trabalhistas" e disse que esta é a hora das grandes reformas. "É fundamental olhar as grandes reformas, em um país jovem como o nosso, como uma forma de organizar o futuro das pessoas sem prejudicar os direitos já conquistados", disse. A candidata não detalhou a proposta de reforma sindical, mas disse que vê necessidade de "simplificar a burocracia" e "facilitar os dissídios coletivos". Marina também criticou os governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por terem deixado de fazer a reforma tributária.

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