Marina diz que não é contra transgênicos. Apenas defende avaliação

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse hoje não ser contra a produção de organismos geneticamente modificados, os chamados transgênicos, mas que apenas defende a realização de estudos de impacto ambiental sobre esses produtos para que o meio ambiente e a saúde pública não venham a ser prejudicados por conta dessa produção e consumo. "Dizem que somos contra a ciência e que somos fundamentalistas. Isso não é honesto, intelectualmente falando", afirmou a ministra logo após proferir palestra no Tribunal de Alçada Criminal do Estado de São Paulo. "O que dizemos é que a liberação dos organismos geneticamente modificados só deve ocorrer após um estudo de impacto ambiental, por dentro do processo de licenciamento", justificou.Ela acusou seus opositores e, portanto, defensores dos transgênicos, de promoverem uma "desqualificação" de suas idéias e, por isso, a questão dos transgênicos se transformou numa disputa bipolar, de contra e a favor, que empobrece o debate sobre o tema. "Essas teses serão disputadas no Congresso Nacional, porque lá está a representação da sociedade", comentou. Ao enfatizar sua defesa sobre o aprofundamento dos estudos, Marina ressaltou que as pesquisas feitas sobre transgenia até o momento consideram as realidades norte-americana e canadense e não a brasileira. "Temos que levar em consideração a biodiversidade brasileira, porque o nosso bioma é diferente dos Estados Unidos e do Canadá", explicou. "Se tem segurança,depois licencia-se (os transgênicos), sem problema", complementou.

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