Marina diz que Feliciano deveria ser 'criticado por posições equivocadas'

Ex-senadora divulgou vídeo para tentar esclarecer declaração em que supostamente defenderia deputado

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

15 de maio de 2013 | 17h52

SÃO PAULO - Depois da polêmica nas redes sociais, a ex-senadora Marina Silva divulgou na internet um vídeo de cerca de três minutos com o trecho em que ela fala sobre a situação do deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

No vídeo, Marina, que é evangélica, defende que Feliciano "não tem tradição de defesa dos direitos humanos ", mas diz que ele "está sendo criticado por ser evangélico e não por suas posições políticas equivocadas".

 

As declarações da ex-senadora, que está viajando o País para divulgar a criação do seu novo partido, foram dadas no Recife, na noite de terça-feira, 14, em uma palestra a estudantes da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). A polêmica começou depois de o jornal Diário de Pernambuco divulgar uma notícia que afirmava que Marina teria saído em defesa de Feliciano.

Nesta quarta, em entrevista a uma rádio pernambucana, Marina tentou esclarecer o assunto. Ela voltou a afirmar que Feliciano não estaria apto para presidir a comissão, mas que ele deveria ser criticado pelas suas posições políticas e não por ser evangélico. "É um erro criticar Feliciano por ser evangélico, não devemos combater preconceito com outro preconceito", afirmou, ao defender que as críticas devem ser feitas pelas ações e atitudes das pessoas, "não porque se é ateu, evangélico, católico, espírita, judeu".

O deputado, no entanto, tem sido criticado em razão de declarações consideradas homofóbicas e racistas. Feliciano nega as acusações e alega sofrer perseguição por ser evangélico.

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