Marina diz que eleições estão ainda aos 12 minutos do 1º tempo

Mostrando otimismo depois da divulgação da última Datafolha, na qual a candidata verde aparece com 9%, ela afirma que ainda 'tem muita bola para rolar'

Evandro Fadel, de O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2010 | 16h28

CURITIBA - A candidata a presidente da República pelo PV, Marina Silva, utilizou nesta quinta-feira, 26, em Curitiba, uma analogia com o futebol para comentar os números da pesquisa Datafolha, que a coloca com 9% das intenções de votos, contra 49% de Dilma Rousseff (PT) e 29% de José Serra (PSDB). "Nós estamos apenas nos 12 minutos do primeiro tempo, ainda tem muita bola para rolar nesse jogo", afirmou. "Eu continuo estabilizada, mas a sociedade brasileira está desestabilizando aqueles que achavam que iam fazer plebiscito."

 

A partir do distanciamento mostrado pelas pesquisas entre Dilma e Serra, Marina tem insistido cada vez mais na necessidade de um segundo turno e ontem fez apelos aos eleitores por pelo menos três vezes em Curitiba. "Uma eleição em dois turnos é uma oportunidade de pensar duas vezes", reforçou. "Se a gente pensa duas vezes em relação ao futuro da gente, tem que pensar duas vezes em relação ao futuro do Brasil, para conhecer melhor as propostas, conhecer melhor os candidatos, suas trajetórias."

 

Em Curitiba, Marina teve reunião com candidatos do partido e visitou a Vila Torres, uma favela urbanizada, onde moram muitos catadores de lixo reciclável da cidade. Numa pequena praça participou de um minicomício. "Se Deus quiser o eleitorado vai sair do anonimato, vai olhar os candidatos e vai fazer o segundo turno e eu estarei lá para ser uma alternativa de continuar as conquistas, corrigir os erros e apontar novos desafios" disse. "Não pense que o eleitor vai votar em quem estão mandando votar, eles vão votar em quem o seu coração e a sua razão escolher."

 

A candidata ressaltou que está confiante com sua campanha. "O que sinto nas ruas é muito maior do que o que aparece nas pesquisas", afirmou. Por isso, não pretende alterar a estratégia. "Vai continuar sendo conversar com as pessoas, mostrar o programa, participar dos debates, não trabalhar uma cultura de ódio na política, nem fazendo oposição por oposição e nem situação por situação", afirmou.

Ela acrescentou que pretende ser respeitosa com as conquistas (do atual governo), mas não será complacente com erros. "Porque não se pode ser complacente com uma educação que ainda não consegue fazer com que 40% das nossas crianças cheguem à oitava série, num país onde ainda não temos a saúde de qualidade nem a segurança pública e que não trata adequadamente o meio ambiente", criticou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.