Marina diz que é vítima de 'mesquinharia'

Marina diz que é vítima de 'mesquinharia'

Em comício no centro da cidade mineira, a candidata socialista conclamou os eleitores a votarem nos candidatos de sua preferência e evitarem o voto útil

LUCIANA NUNES LEAL, Estadão Conteúdo

26 de setembro de 2014 | 20h08

Atacada pelos candidatos Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) desde que ingressou na disputa presidencial, Marina Silva (PSB) disse nesta sexta-feira, 26, em discurso em Juiz de Fora (MG), ser vítima da "mesquinharia" dos adversários, e pediu ajuda dos eleitores para reagir ao que classificou como mentiras disseminadas principalmente pelas redes sociais. 

Em comício no centro da cidade mineira, a candidata socialista conclamou os eleitores a votarem nos candidatos de sua preferência e evitarem o voto útil (situação em que o eleitor escolhe um candidato para evitar a vitória de outro).

Marina fez mais um discurso em tom emocional, com muitas referências à origem humilde vivida no seringal do Acre. "Eles não têm o direito de dizer qualquer coisa de quem vem de onde eu vim, quem já foi empregada doméstica, seringueira, agricultora, hoje é professora. O povo é maior que a mesquinharia deles", discursou Marina.

A candidata voltou a usar o termo "mensalet" para se referir aos eleitores da presidente Dilma que fazem ataques a ela por meio da internet. "Quem está na rede social me ajude. Dilma tem mais de 20 mil pessoas pagas, os mensalets, para me difamar. Eu conto com vocês", declarou.

A ex-senadora voltou a associar Dilma e Aécio às campanhas ricas e com muito tempo de TV. "Se a Dilma ganhar (a eleição), ela vai agradecer ao dinheiro, ao marqueteiro, ao Sarney, ao Collor, ao Renan. Eu não quero nenhuma chance que não seja pelas mãos do povo brasileiro", discursou Marina, ao lado do candidato ao governo de Minas pelo PSB, Tarcísio Delgado, que tem apenas 4% das intenções de voto, segundo a pesquisa mais recente do Ibope.

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