Marina diz que dialoga com políticos, mas que não fará 'assédio' por filiados

'Não estamos fazendo cálculos. Estamos dialogando com quem tem DNA de vida compatível com aquilo que se dispõe a ser a Rede Sustentabilidade', afirmou a ex-ministra

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

28 de setembro de 2015 | 17h54

Brasília - A ex-ministra Marina Silva afirmou nesta segunda-feira, 28, que a Rede Sustentabilidade não tem uma meta do tamanho que pretende ter em sua bancada, que está dialogando com outros políticos para compor o quadro do partido, mas que não fará assédio. "Não vamos nos ater a números, não vamos querer ser engolidos pela tentação de ter uma bancada com número x ou y por causa de tempo de TV, fundo partidário ou pensando em próximas e futuras eleições", disse, durante o ato que formalizou a filiação do senador Randolfe Rodrigues (AP), que deixou o PSOL.

"Não estamos fazendo cálculos. Estamos dialogando com quem tem DNA de vida compatível com aquilo que se dispõe a ser a Rede Sustentabilidade", completou. Segundo ela, o partido não buscará "quantidade por quantidade". "A nossa relação com as pessoas não é de fazer assédio", afirmou. 

Marina disse que a principal meta do partido é contribuir para a renovação e a melhoria da política brasileira e que a criação da Rede faz com que o País entre na era do "ativismo autoral". "A política que se limita a fazer mais do mesmo é porque está impotente", disse.

A ex-ministra rechaçou que o partido seja associado apenas à sua imagem e disse que seu papel é servir de referência para a juventude. "Quero dar uma contribuição viva para a política brasileira", disse. "Não posso ser menos generosa do que aqueles que foram generosos para que eu entrasse na política. Eu tive grandes mantenedores de utopia", completou.

Marina reafirmou que a Rede Sustentabilidade vai ter uma posição de independência em relação ao governo. "Acho que um dos males e das mazelas da política são os alinhamentos a priori, independentemente de se avaliar o mérito", disse. "Minha posição historicamente sempre foi de avaliar as questões de mérito e a Rede vai agir com independência."

Desde o anúncio da criação a Rede Sustentabilidade, o partido já conta com pelo menos quatro adesões de políticos com mandato no Congresso Nacional. Além de Randolfe, os deputados Miro Teixeira (ex-Pros/RJ); Aliel Machado (ex-PCdoB/PR); e Alessandro Molon (ex PT-RJ) já anunciaram sua adesão ao partido. A ex-senadora Heloísa Helena, que hoje atua como vereadora em Maceió, também deixou o PSOL e foi para a Rede. Também já aderiam ao partido os deputados distritais Chico Leite, que deixou o PT, e Luzia de Paula, de saída do PEN.

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