Marina defende restringir venda de terras a estrangeiros

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, defendeu hoje a restrição à compra de terras no País por empresas estrangeiras. Em entrevista à Rádio Gaúcha, no Rio Grande do Sul, Marina disse que a medida, anunciada ontem pelo governo, atende aos interesses de soberania do Brasil. "Não podemos comprometer nossos interesses e nossa soberania."

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

25 de agosto de 2010 | 10h25

A Advocacia-Geral da União (AGU) deu um parecer ontem em que restabelece as restrições à compra de terras por empresas controladas por estrangeiros. A AGU pretende enviar um projeto de lei ao Congresso que restringiria também a compra de terras por estrangeiros pessoa física residentes no País.

Marina disse que a restrição à compra de terras por estrangeiros é uma prática adotada por vários países e que não teme a redução de investimentos no País. A candidata afirmou que é comum as empresas se instalarem no Brasil, não investirem no País, não criarem o volume de empregos prometidos e enviarem os lucros para seus países de origem. "Nosso litoral está sendo privatizado por redes de hotéis", acusou a presidenciável ao se referir ao grande número de hotéis estrangeiros que se instalaram no litoral nordestino nos últimos anos.

Durante dez minutos de entrevista, Marina se disse contrária ao retorno da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para ampliar os recursos disponíveis do governo para a área de saúde. "Não dá para ficar falando em criação de mais tributos", afirmou. A candidata se disse favorável à regulamentação da Emenda 29, a fim de ampliar os recursos da União e dos Estados para o setor.

Marina está hoje no Rio Grande do Sul, onde terá agenda de campanha na Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), em Porto Alegre. À tarde, inaugura um comitê domiciliar na cidade de Canoas.

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