Marina defende redução de gastos públicos

Candidata do PV apresentou uma das novas diretrizes do seu programa de governo

Daiene Cardoso, Agência Estado

28 Julho 2010 | 09h58

Em entrevista nesta quarta-feira, 28, à rádio ABC, em São Paulo, a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, defendeu a manutenção da política econômica do atual governo, mas reafirmou que, se eleita, vai priorizar a redução dos gastos públicos. "Vamos acabar com o desperdício", disse. A proposta, apresentada ontem, está entre as diretrizes de programa de governo da candidatura e prevê a limitação de gastos à metade do crescimento do PIB.

 

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"A política econômica está dando certo. Não dá para brincar com algo tão importante", afirmou Marina, ao garantir que não pretende mudar os fundamentos da política econômica. No entanto, ela criticou a aplicação da taxa de juros como única forma de controle da inflação. Segundo Marina, é preciso que o governo profissionalize o Estado e reduza o desperdício.

 

Ao recordar sua origem humilde no Acre, o analfabetismo até os 16 anos e a vida de empregada doméstica, Marina disse que quer ser presidente "para que os pobres continuem a ter oportunidades". A candidata ressaltou que é preciso ir além dos 25 milhões de brasileiros que saíram da pobreza durante o governo Lula. "Quero ser a primeira mulher de origem humilde presidente da República", completou.

 

Durante entrevista de mais de 40 minutos à rádio ABC, Marina defendeu a candidatura de "terceira via" do PV por não ser "nem de oposição, nem de situação". "Não sou de direita nem de esquerda, estou à frente", brincou. Ela condenou também a "política comandada pelos velhos caciques" e propôs o que chamou de "nova política". "Não quero ganhar de qualquer jeito, a qualquer custo", disse a candidata, ao negar que venha atacando ou desqualificando seus adversários. "Não me coloco nesse lugar ridículo", rebateu.

 

Marina reafirmou o objetivo de criar as bases para a implementação de reformas (tributária, política, trabalhista) e acrescentou uma nova reforma: a da segurança pública. De acordo com a candidata, é preciso investir em inteligência para combater o crime organizado, melhorar o salário dos policiais e garantir a aplicação dos direitos humanos aos presos "amontoados nas cadeias". "É fundamental dar segurança para as pessoas", defendeu.

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