Marina defende que sucessor de Lula seja 'estrategista'

Em almoço com empresários promovido pela Câmara Americana de Comércio (Amcham), a candidata do PV à sucessão presidencial, Marina Silva, defendeu que o sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mais do que um "gerente", seja um "estrategista". No evento em São Paulo, que reuniu cerca de cem pessoas, a presidenciável disse que o próximo presidente deve ter um novo olhar para encarar os desafios e que não existe "salvador da pátria". "O que existem são sujeitos fazendo a transformação que o mundo precisa", afirmou.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

11 de agosto de 2010 | 17h25

Marina citou como exemplos de políticos com visão estratégica o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), pela implementação do Plano Real, o presidente Lula, a quem se referiu como "formado pela faculdade da vida", e o ex-presidente Juscelino Kubitschek, pelo "plano desenvolvimentista e industrializador para o País". "Quando temos um pensamento estratégico, conseguimos os melhores gerentes nas empresas. Num País não é diferente", disse a candidata.

Em seu discurso, Marina defendeu a criação de um Estado eficiente e a realização das reformas política e tributária. De acordo com a candidata, a realização das reformas é bandeira comum entre seus adversários, que prometem em um primeiro momento fazê-las, "mas depois ganham e reformam o compromisso".

Marina disse ainda que pretende investir em educação para geração de mão-de-obra qualificada e tem como objetivo racionalizar os gastos. "Chegou o momento de o Estado cuidar da sua própria obesidade", afirmou.

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