Marina defende políticas adotados por PT e PSDB

Num esforço para se projetar como uma alternativa de consenso, a pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, voltou a defender hoje políticas adotadas pelo PSDB e PT à frente do Palácio do Planalto. Em entrevista concedida à Rádio BandNews FM, no fim da tarde, a senadora elogiou mais uma vez o Plano Real e o Programa Bolsa-Família, comprometendo-se a dar seguimento a ambos. "Tem de levar o bastão até onde dá, depois passa para o outro. Mas com a garantia de que não haja retrocesso", afirmou. Na entrevista de 40 minutos, ela repetiu que, se eleita, não lançará mão de "aventuras" na economia.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

26 Maio 2010 | 20h21

Marina se comprometeu a manter o tripé da atual política econômica - metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante - e reclamou do recente aumento da taxa básica de juros, que passou dos 8,75% para 9,5% ao ano. "O aumento dos juros freia os investimentos no País. É preciso reduzir a demanda interna por meio da redução dos gastos públicos", receitou. A senadora também se comprometeu a manter a autonomia do Banco Central (BC), sem institucionalizá-la.

A senadora elogiou a atuação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no campo da política externa. Para a senadora, o Brasil avançou bastante na diplomacia com países subdesenvolvidos. "O princípio da colaboração com a África é muito interessante e positivo para esses países", afirmou. A presidenciável do PV, contudo, criticou, sem citar casos, a maneira como a gestão Lula "relativizou os direitos humanos".

Marina também defendeu uma reforma na segurança pública brasileira. De acordo com ela, não adianta fazer investimentos sem uma reforma no sistema. "Não adianta colocar um puxadinho em cima de uma base deteriorada", comparou. Marina sustentou a necessidade de uma polícia que tenha foco em inteligência operacional, e não apenas na repressão. "Deve-se pensar na proteção das pessoas e, sem sombra de dúvida, pensar num sistema prisional que não coloque em risco de morte essas pessoas", defendeu.

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