Marina defende política de privatizações do governo FHC

Ex-senadora diz que contrariou a venda da telefonia às empresas estrageiras, mas que hoje vê que 'o princípio foi correto e a mudança positiva'

Lucas de Abreu Maia, de O Estado de S.Paulo

20 Maio 2010 | 19h16

SÃO PAULO - Pré-candidata à Presidência pelo PV, a senadora Marina Silva (AC) saiu em defesa da privatização da telefonia no governo de Fernando Henrique Cardoso. "Fui contra a privatização das telecomunicações, mas hoje vejo que o princípio foi correto e a mudança positiva", disse em entrevista ao jornalista João Doria Jr.

 

A senadora se declarou a favor das parcerias público-privadas e disse que a sociedade "está mais atenta" quando o assunto é privatização. "Por isso, estão puxando o freio", analisou.

 

A entrevista - que foi gravada na segunda-feira, 17 - vai ao ar nesta sexta-feira, 21, pela Rede Bandeirantes, no programa Show Business. Na conversa, Marina se disse "portadora de um novo projeto". Indagada sobre qual estratégia adotará para vencer as eleições, ela reconheceu as dificuldades políticas de sua candidatura - o PV não tem aliança com nenhuma legenda -, mas afirmou que pretende "mobilizar os corações e mentes dos brasileiros". "Nosso tempo de campanha será menor, obviamente, do que o dos outros partidos", admitiu a senadora, acrescentando que a internet e as redes sociais deverão funcionar como ferramentas de campanha.

 

A senadora defendeu a pré-candidatura de seu vice, Guilherme Leal, que é presidente do Conselho da Natura. Questionada por Doria se estaria seguindo os passos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - cujo vice, José Alencar, foi escolhido para acalmar o setor empresarial -, Marina negou: "É uma coincidência. Leal é um empresário de sucesso, com boas práticas empresariais e comprometimento com o meio ambiente, por isso foi indicado ao cargo."

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