Marina defende Constituinte para reforma política

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, disse hoje que as alianças partidárias do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso promoveram o fisiologismo e impediram a realização da reforma política. A candidata, que participa em São Paulo de debate promovido pelo jornal "Folha de S.Paulo" e pelo portal UOL, defendeu uma Constituinte exclusiva para votar o tema. "A Constituinte exclusiva seria a única forma de evitar o fisiologismo, o processo viciado com uma série de interesses contrários ao interesse público e a política do toma lá da cá."

ANNE WARTH E DAIENE CARDOSO, Agência Estado

18 de agosto de 2010 | 11h51

A presidenciável do PT, Dilma Rousseff, afirmou considerar a reforma política imprescindível, mas não fechou posição em relação à Constituinte única. Ela disse ser favorável ao financiamento público de campanha e ao voto em lista, mas deu o exemplo da fidelidade partidária, aprovada por meio de lei específica, como uma das alternativas à reforma. De acordo com Dilma, Lula prometeu a ela que se dedicará à reforma política quando deixar o governo.

Já o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou que uma "Constituinte especial não leva a nada". "Deveriam implantar o voto distrital puro para municípios acima de 200 mil habitantes já para a próxima eleição." Para ele, o voto distrital funcionaria como um "vírus benigno".

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