Marina defende 2º turno e pede maior agilidade na apuração das denúncias

Candidata do PV mencionou caso do vazamento de dados da Receita e denúncia sobre Casa Civil

Ana Paula Scinocca, de O Estado de S.Paulo,

14 de setembro de 2010 | 12h53

BRASÍLIA - A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, defendeu nesta terça-feira, 24, em sabatina na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, que os eleitores empurrem a eleição para o segundo turno para que haja tempo para conclusão das investigações sobre a quebra de sigilos de tucanos e o suposto tráfico de influência da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra.

 

Veja também:

https://www.estadao.com.br/estadao/novo/img/icones/mais_azul.gifMarina reúne artistas e intelectuais em casa noturna de SP

 

"Na vida da gente quando a gente vai tomar uma decisão a gente pensa duas vezes. Por que numa decisão que diz respeito a 190 milhões de pessoas querer decidir açodadamente?", observou. Segundo a candidata verde, "votar duas vezes é oportunidade de pensar duas vezes, de olhar duas vezes, de ouvir duas vezes".

 

Marina ressaltou que encerrar a eleição no primeiro turno pode significar uma conclusão do processo eleitoral antes da hora. "Imagina se tiver um agravante e depois vier o veredicto."

 

A candidata do PV à Presidência pediu maior agilidade na apuração do suposto tráfico de influência envolvendo a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. Ao chegar à OAB, em Brasília, a candidata verde classificou a denúncia envolvendo a ministra como grave. "É preciso apuração para que se faça um processo com agilidade para dar uma resposta e uma satisfação à sociedade. As apurações é que levarão a um veredicto. Uma denúncia grave que aconteceu precisa ser adequadamente investigada e se tiver culpados de tráfico de influência devem ser punidos", disse.

 

Marina disse que, se estivesse no governo, investigaria com maior rigor o caso. "É o que sempre fiz e é o que eu sempre digo", afirmou. E prosseguiu: "Pela gravidade da denúncia que a investigação seja urgente e que se tenha a transparência. Não vou fazer julgamento a priori de ninguém."

 

Ao falar sobre sua campanha, disse que tem feito "esforço muito grande para não ir para o vale-tudo eleitoral". "Lamentavelmente as pessoas estavam se preparando para o plebiscito com um embate. Me preparei para quebrar o plebiscito e fazer o debate da

saúde, da educação e da segurança pública. Sinto que os brasileiros estão se mobilizando para que tenhamos um segundo turno para que as coisas possam ser melhor esclarecidas, investigadas, apuradas e que se possa pensar duas vezes antes de entregar o futuro do nosso País para os próximos quatro anos nas mãos de um dirigente que será escolhido".

 

Na palestra da OAB, Marina disse ainda que quer ganhar ganhando. "A gente ganha ganhando quando você discute o que acredita e o que interessa e sai das urnas legitimado. Você sai perdendo quando entra no vale tudo eleitoral, abre mão dos princípios, acaba ganhando, mas vai perdendo porque vai para o poder sem condições de fazer aquilo com que estava comprometido".

 

A candidata do PV passa o dia em Brasília. Depois do evento na OAB, Marina segue para Riacho Fundo (unidade administrativa de Brasília), onde faz visita a uma cooperativa de catadores de papel. À noite, participa de abertura de congresso de policiais federais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.