Itaan Arruda
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Marina declara voto em Haddad em 'defesa do índio, do negro e do meio ambiente'

Candidata à Presidência derrotada na primeiro turno anuncia oposição 'independentemente do resultado'

Itaan Arruda, Especial para O Estado

28 de outubro de 2018 | 13h53

RIO BRANCO - A candidata derrotada à Presidência da República pela Rede Sustentabilidade no primeiro turno das eleições, Marina Silva, chegou para votar na sede do Incra, em Rio Branco, por volta de 9h. Acompanhada de familiares e militantes do partido, não enfrentou fila. A seção estava vazia quando confirmou voto no petista Fernando Haddad.

"O meu voto foi na defesa do índio, na defesa do negro, do Meio Ambiente porque entendi que a candidatura na qual declarei o meu voto pelo menos não faz uma ameaça imediata a esses grupos vulneráveis. E foi dessa forma que votei", afirmou Marina.

O "apoio crítico" da Rede Sustentabilidade no segundo turno das eleições é feito com um alerta. "E, já dizendo de antemão que, independente de quem ganhe, serei oposição na defesa do meio ambiente, do desenvolvimento sustentável, do combate à corrupção", declarou.

Na fala da ex-ministra de Lula, é evidente a ressalva que faz à gestão petista, embora não faltem críticas ao candidato favorito nas pesquisas. "A candidatura de Bolsonaro representa um risco imediato à defesa dos Direitos Humanos, da proteção do Meio Ambiente, da defesa dos grupos vulneráveis e da própria Democracia".

Sobre o PT, ela reforça o apoio a Haddad com restrições. "O professor Fernando Haddad pelo menos não faz uma discussão odiosa contra índios, contra negros, contra o Meio Ambiente. É preciso que reconheçam erros graves que foram praticados, mas nesse momento nós temos que estar atentos para aquilo que está acima de nós. Não é o momento de estar olhando para os nossos próprios interesses".

Eleições no Acre

As eleições no Acre seguem sem nenhum incidente grave. São cerca de oito mil mesários voluntários nos 728 locais de votação dos 22 municípios acrianos.

Para garantir a segurança do pleito, foram escalados 1,7 mil policiais militares, com apoio das Forças Armadas que asseguraram o direito ao voto em 130 comunidades isoladas.    

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