Marina critica suspensão da Cidade Limpa na campanha

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, criticou hoje a não aplicação da Lei Cidade Limpa, em São Paulo, durante a campanha eleitoral. A lei municipal foi implementada há três anos, mas decisões da Justiça Eleitoral e uma lei municipal de 2009 liberaram os candidatos a explorar todas as formas de propaganda, de pintura de muros a banners em imóveis.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

20 Julho 2010 | 17h52

"Não podemos, em função dos nossos interesses, nos expormos aos eleitores e romper com uma conquista tão importante do ponto de vista do combate à poluição visual", avaliou Marina. A candidata, que fez hoje corpo a corpo com os eleitores na região dos Jardins, em São Paulo, elogiou a legislação paulistana e disse que o modelo deveria ser copiado no resto do País.

Marina lembrou que a lei de crimes ambientais abrange a questão da poluição visual, e que cabe aos candidatos a um cargo político dar o exemplo. "Nós, que aprovamos as leis, temos de ser os primeiros a cumpri-la", disse.

Pesquisa

Senadora eleita pelo Acre, Marina evitou demonstrar decepção em relação à pesquisa Ibope no Estado, que aponta o tucano José Serra com 39% nas intenções de voto e ela em segundo lugar, com 29%. "Na democracia, é isso, corremos o risco de não ser o escolhido", comentou. "Eu prefiro esse risco a ficar cerceando a candidatura das pessoas", acrescentou.

A candidata disse que não conhece a metodologia da pesquisa, mas que confia "no coração de cada acreano". "Aquele povo já foi muito generoso comigo", disse.

Mais conteúdo sobre:
eleição Marina campanha Cidade Limpa SP

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.