Marina critica suposta central de dossiês de Dilma

'Sociedade tem que ter tolerância zero com qualquer coisa que viole direitos', afirmou a pré-candidata do PV

João Carlos de Faria / CACHOEIRA PAULISTA, SP - Especial para o 'Estado'

05 de junho de 2010 | 18h46

A pré-candidata à Presidência da República do Partido Verde, Marina Silva, manifestou neste sábado, 5, sua preocupação e condenou a possibilidade de haver uma articulação para montar uma central de dossiês a serviço da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República, conforme reportagem do Estado. "A sociedade tem que ter tolerância zero com qualquer coisa que viole direitos", disse.

 

"Ninguém pode violar direitos institucionais de ninguém para conseguir informação. Só quem pode fazer isso são as instituições públicas quando devidamente autorizadas", disse em entrevista coletiva, logo após visitar o Centro de Prevenção do Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Ceptec/Inpe), em Cachoeira Paulista.

 

Para a ex-ministra "os fins não justificam os meios, porque os meios podem comprometer os fins". E completou: "Estou dizendo isso como um valor, como um princípio que deve ser seguido. Que as denúncias sejam investigadas e que sirvam de alerta porque não se pode violar os direitos constitucionais", disse.

 

Meio Ambiente

 

Marina Silva classificou sua ida ao Ceptec como "simbólica" e como uma "visita técnica", que serviu para conhecer o trabalho de excelência que se desenvolve no órgão, em relação à prevenção de desastres naturais, no dia mundial do Meio Ambiente. A presidenciável falou de seus planos para essa questão e prometeu criar uma "agência do clima", mesmos moldes, por exemplo, da Agência Nacional de Águas", com independência e autonomia.

 

Destacou também a gravidade dos números, que ela considera preocupantes. "Pulamos de 2,5 milhões de pessoas afetadas em 2007 para 5,5 milhões em 2009 e os municípios nessas condições pularam de 525 para 1.408, em 2009", detalhou.

 

Segundo ela, cinco pontos fazem parte de suas propostas: a criação de um sistema nacional de alerta; a reestruturação e fortalecimento da Defesa Civil; a criação da Agência Nacional do Clima; a produção de estimativas anuais de emissão de CO2 e a articulação política para a regulamentação da Lei de Mudanças Climáticas, que está parada.

 

No Ceptec Marina conheceu o centro de supercomputação, onde se processam os dados de previsão do tempo e do clima. O pesquisador Carlos Nobre explicou a Marina que em cinco anos será possível mapear 500 pontos críticos do país, nas capitais e nas serras do Mar e da Mantiqueira.

 

Monitorados por um aparato tecnológico - incluindo um supercomputador a ser instalado até o final do ano, que garantirá mais precisão dos dados - e com a articulação da Defesa Civil e de outros órgãos, o sistema vai evitar novas tragédias como as ocorridas no início desse ano.

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