Marina critica rivais 'muito parecidos' e volta a defender 2º turno

No DF, candidata fez apelo para eleitores 'pensem duas vezes antes de entregar o futuro do Brasil'

Carol Pires, do estadão.com.br,

28 de agosto de 2010 | 13h07

BRASÍLIA - A presidenciável do PV, Marina Silva, participou neste sábado, 28, de uma caminhada no Parque Sarah Kubitschek, em Brasília, onde afirmou que seus adversários, Dilma Rousseff, do PT, e José Serra, do PSDB, são competentes, "mas muito parecidos" e voltou a defender que a eleição seja decidida apenas no segundo turno.

 

"É como se fizesse um concurso para ver quem consegue decorar mais número, mais tabelas", disse Marina sobre os rivais. "Se nós podemos ouvir duas vezes, pensar duas vezes, antes de entregar o futuro do Brasil para quem quer que seja nos próximos quatro anos, por que vamos abrir mão desse direito e desse cuidado com o Brasil?", questionou.

 

"Tem alguns que estão achando que já ganharam antes do tempo ou já perderam antes do tempo, e eu estou dizendo para o povo brasileiro que nós podemos levar esse jogo da democracia para o segundo tempo", afirmou a candidata, que chegou à passeata com uma hora e meia de atraso e caminhou durante 40 minutos, sob um calor de 30º e umidade relativa do ar de 23%. Houve confusão na chegada de Marina, que, sem carro de som, falou para as cerca de 400 pessoas presentes usando um megafone.

 

A presidenciável contou ter ficado "muito triste" quando o deputado federal Ciro Gomes, do PSB, não conseguiu apoio para disputar a Presidência. "Porque agora nós teríamos uma variedade de candidatos, o debate estaria muito mais intenso", indicou.

 

Pesquisa Ibope/Estado, publicada neste sábado aponta para a vitória de Dilma no primeiro turno, com 51% das intenções de voto - oito pontos a mais em revelação à última pesquisa. Serra caiu de 32% para 27% e Marina Silva oscilou de 8% para 7%. Marina disse que este um ponto porcentual é, do ponto de vista técnico, "praticamente nada". "A campanha está no caminho certo. O que eu sinto na rua é muito diferente do que aparece nas pesquisas, mas eu não vou brigar com as pesquisas, eu vou continuar conversando com as pessoas", disse.

 

Sobre o vazamento de dados fiscais de quatro tucanos ligados a José Serra e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Marina defendeu apuração e punição rigorosa para os culpados, e disse que o Ministério da Fazenda deveria "assumir o controle" da situação. "Se nos lugares onde há sigilo, onde deve haver controle e segurança, o que o brasileiro deve pensar dos lugares onde não são tratados com todo esse cuidado".

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