Marina critica política do Itamaraty em relação a Cuba

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, criticou hoje, em entrevista às rádios Mix e SulAmérica Paradiso, do Rio de Janeiro, a política externa brasileira conduzida pelo atual governo. Embora tenha elogiado a aproximação com países do continente africano e a disposição ao diálogo, Marina reprovou a política do Itamaraty em relação ao governo cubano.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

13 Julho 2010 | 19h23

No dia em que o governo de Raúl Castro libertou sete dissidentes cubanos, a candidata falou, indiretamente, da relação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o ex-ditador Fidel Castro. Marina ressaltou as conquistas sociais do país desde a revolução, mas condenou a manutenção da ditadura na nação caribenha.

"É preciso que a revolução seja completada e se completa a revolução com a democracia", disse. "E não ajudam os amigos que não são capazes de mostrar que a democracia, que é um valor importante para nós, deve ser um valor importante para os diferentes países", acrescentou, durante a entrevista que vai ao ar amanhã às 22 horas.

Para a candidata, o Brasil conquistou nos últimos anos projeção internacional, mas não soube usar seu prestígio para convencer o Irã sobre os princípios da democracia e dos Direitos Humanos a serem seguidos. "Acho que nesse aspecto o Brasil criou um certo estranhamento junto à comunidade internacional", disse.

Segurança pública

A candidata do PV defendeu a reforma do sistema de segurança pública do País, com maior integração entre as polícias civil e militar e investimento em inteligência como principal forma de combate ao narcotráfico. Marina criticou mais uma vez a proposta tucana de criação de um Ministério da Segurança Pública. "É como se fosse um remendo de tecido novo em roupa velha", comparou.

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