Marina critica pastor que preside Comissão de Direitos Humanos na Câmara

Segundo ela, Feliciano não tem um histórico de luta pela causa

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

14 de março de 2013 | 22h44

SÃO PAULO - A ex-senadora Marina Silva, que é evangélica, criticou nesta quinta-feira, 14, o fato de o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) ter assumido a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Segundo ela, Feliciano não tem um histórico de luta pela causa e só foi nomeado devido a negociações feitas entre integrantes da base aliada do governo federal. Em fevereiro, o PT cedeu o cargo para o PSC porque tinha interesse em comandar outras comissões.

Marina também criticou a escolha do senador Blairo Maggi (PR-MT) para a presidência da Comissão de Meio Ambiente do Senado. Blairo é da bancada ruralista e é considerado um dos maiores produtores de soja do Brasil. "Não estão dando importância para essas comissões. O governo, para ampliar a sua base, negocia as comissões com pessoas que não têm identidade histórica com o mérito dessas comissões", acusou Marina.

Rede. Marina passou a quinta-feira em São Paulo onde participou de dois mutirões para coletar assinaturas para a criação do seu novo partido, batizado de Rede Sustentabilidade. Pela manhã, ela foi ao Mercado da Lapa, na zona oeste, e, à tarde, visitou o Mercadão, na região central. A ex-senadora afirmou ainda que vai rodar o País atrás de apoios para a Rede.

"Esta é a segunda atividade que eu participo, a primeira foi em Brasília. A partir de agora vamos andar o Brasil inteiro", afirmou. Nesta sexta, 15, ela vai a Araraquara, interior de São Paulo, e passa o fim de semana no Rio participando de atividades relacionados à sigla.

Apesar da mobilização, Marina disse que ainda não há um levantamento de quantas assinaturas o movimento já conseguiu. A Rede foi lançada em 16 de fevereiro e tem até setembro para conseguir as mais de 500 mil assinaturas de apoio que a Justiça Eleitoral exige para a criação de uma nova sigla.

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