Marina critica discussão sobre criação de estatais

Em entrevista concedida hoje às Rádios Mix e SulAmérica Paradiso, do Rio de Janeiro, a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, criticou a discussão açodada sobre a criação de novas estatais, como a Pré-Sal Petróleo S/A (antes chamada de Petro-Sal) e a "Segurobrás" (Empresa Brasileira de Seguros - EBS). Marina defendeu a criação de um modelo de Estado que chamou de mobilizador, eficiente, transparente e profissionalizado.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

13 Julho 2010 | 19h48

"A gente tem de discutir o Estado necessário. Onde a iniciativa privada pode suprir, eu acho que ela deve suprir", defendeu durante a entrevista que vai ao ar amanhã às 22 horas. "Não trabalho com a ideia do Estado como simples provedor, como se fosse o grande pai, mas também não trabalho com a ideia de Estado puro e simplesmente fiscalizador", completou.

Segundo a candidata, "a sociedade brasileira teve sabedoria para permitir que fosse privatizado aquilo que de fato não deveria estar na mão do Estado" e para "colocar uma certa barreira a algumas instituições que são simbólicas, como a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica". No entanto, a presidenciável criticou os gastos do governo nos últimos anos. "Não dá para ter a quantidade de gasto público que se tem com a máquina do tamanho que ela é e prestando os serviços precários que presta", reclamou. Se eleita, a candidata disse que pretende manter um padrão técnico no funcionalismo público federal.

Com um discurso direcionado aos eleitores jovens, Marina criticou a ideia de que o País precisa de um "gerente" na Presidência. "O Brasil precisa de quem tem visão estratégica", rebateu.

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