Marina considera 'positivo' resultado da CNI/Ibope

Pesquisa mostra candidata do PV com 9% das preferência; Dilma tem 40% e Serra, 35%

Bruno Siffredi, estadão.com.br

24 de junho de 2010 | 10h44

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira, 24, que considera "positivo" o resultado da pesquisa CNI/Ibope. "Iniciar a campanha com uma plataforma de lançamento de 9%, tendo sido a última a entrar na disputa, considero muito positivo, mas ainda é um começo", disse.

 

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A senadora concedeu uma entrevista para a rádio Jovem Pan direto do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Após a entrevista, Marina embarcou para Minas Gerais, onde participa ainda nesta quinta-feira do lançamento do candidato do PV ao governo do Estado, o deputado federal José Fernando de Oliveira.

 

"A gente considera que o processo é positivo a medida que estamos apenas no começo, agora que todos oficializaram suas convenções", acrescentou. A pesquisa CNI/Ibope mostra a candidata do PV com 9% das intenções de voto; Dilma aparece com 40% e Serra, 35%.

 

Candidatura digital. Marina disse que a campanha na internet será "uma forma de compensar o pouco tempo que temos de televisão, em função da escolha que fizemos de não fazer qualquer tipo de coligação a qualquer custo e a qualquer preço".

 

Segundo ela, as mídias digitais têm sido úteis para a divulgação de sua candidatura e para a arrecadação de doações para a campanha. "Nós estamos apostando que cada cidadão, cada cidadã que está acreditando no projeto vai disponibilizar, ainda que em pequenas quantias, a ajuda para viabilizar a campanha."

 

Marina ressaltou que não terá "esbanjamento de dinheiro, nem cifras astronômicas" em sua campanha. "Eu tenho dito, um palanque no coração das pessoas não custa caro", concluiu.

 

Futebol e política. A senadora disse não acreditar que a competição disputada pela seleção brasileira na África do Sul possa tirar o foco dos eleitores da corrida presidencial. A Copa do Mundo é "um momento para você ficar com um olho no gol e outro nas eleições", disse Marina, que usou uma metáfora futebolística para explicar sua opinião. Para ela, os brasileiros podem "fazer um gol" nas eleições, mas seria um "gol contra" caso apostem na eleição plebiscitária e polarizada. "O Brasil não precisa de um opositor, que é contra tudo e contra todos, nem de um continuador, que apenas pelos acertos praticados acaba sendo complacente com os erros e não enxerga os novos desafios."

 

Marina lembrou sua trajetória de superação ao afirmar que "depois 400 anos de historia, o Brasil pode ter a 1ª mulher (na Presidência), de origem humilde, alfabetizada aos dezesseis anos, que entende o sofrimento das pessoas que passaram por dificuldades".

 

Combate às drogas. A candidata do PV descartou tratar a questão das drogas como "um problema exclusivamente moral" e disse que os viciados em drogas "precisam de tratamento, de acolhimento das famílias e dos estados".

 

Segundo Marina, é fundamental uma "atitude correta" em relação ao combate ao narcotráfico. "É algo que vai precisar de uma equipe interdisciplinar que combine psicólogos, psicopedagogos, apoio da família, apoio do Estado, das Prefeituras e da União", observou.

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