Marina boicota encontro com Beto Richa no Paraná

Pré-candidata a vice na chapa do PSB, que apoia candidatos do PV no Estado, foi a Jardim Botânico enquanto o Eduardo Campos estava com o governador, candidato à reeleição

Fábio Cavazotti, especial para a Agência Estado , O Estado de S. Paulo

16 Junho 2014 | 17h33

Londrina - (última atualização às 22h23) A ex-ministra Marina Silva, pré-candidata à vice-presidente na chapa do presidenciável do PSB, Eduardo Campos, se negou nesta segunda-feira, 16, a participar de um encontro que pernambucano teve com o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), em Londrina. No Estado, a Rede Sustentabilidade, grupo da ex-ministra, apoia a deputada federal Rosane Ferreira, pré-candidata do PV ao governo, enquanto o PSB integra aliança pela reeleição do governador tucano.

Marina, que se filiou ao PSB após o registro da Rede ser rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já afirmou que seu grupo não vai apoiar alianças das quais discorda. É o caso do Paraná.

Em São Paulo, onde o diretório estadual do PSB indicou que vai apoiar a reeleição do governador tucano Geraldo Alckmin, ela alertou que se a decisão não for revista a Rede não subirá no palanque do PSDB.

Nesta segunda, Campos e Marina chegaram juntos a Londrina. Eles visitaram, no início da manhã, diversos órgãos de imprensa. No entanto, quando o pré-candidato do PSB à Presidência partiu para um encontro de quase duas horas com Beto Richa, a ex-ministra tomou outro rumo - foi visitar o Jardim Botânico de Londrina, acompanhada de “marineiros” locais e de pré-candidatos do PV. O desvio na agenda já estava decidido e faz parte da estratégia adotada por Marina quando não há convergência entre Rede e PSB.

No Hospital do Câncer de Londrina, onde cumpriram agenda conjunta, o tucano e o presidenciável do PSB trocaram vários elogios. “Aqui no Paraná, o PSB tem uma parceria com o governador Beto Richa que tem êxito e que vai prosseguir. E temos na nossa base de sustentação ao projeto nacional, meu e da Marina, partidos que não estão no palanque estadual, e nós respeitamos. A própria Rede tem caminho próprio aqui”, afirmou Campos.

Apesar da afinação no Paraná, o pré-candidato do PSB fez críticas à legenda tucana em nível nacional. Ele condenou a “polarização” entre PT e PSDB e disse que os dois partidos governaram com as “raposas que devem ser tiradas da cena política”.

“É mudar o jeito de governar, não só mudar o governo, é colocar na oposição aqueles que cercam todos os governos que vão a Brasília. Não vamos governar o Brasil com Collor, com Sarney”, repetiu Campos.

Mais cedo, Marina Silva havia acrescentado o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), entre os políticos que devem ser tirados do governo.

Mobilidade. Campos também voltou a mirar no governo Dilma, que acusou de ter “piorado o País”. Segundo ele, o Brasil tem o menor crescimento da história republicana, está trazendo de volta a inflação e apresenta fracos resultados em saúde, educação, segurança e mobilidade urbana.

“Se fizermos as contas, vamos ver que tem gente nos grandes centros que passa um mês e meio (por ano) em trens, metrôs e ônibus para ir ao trabalho. A mobilidade está um horror.”

Após a visita a Londrina, o ex-governador de Pernambuco e Marina seguiram juntos para Maringá, onde cumpriram agenda com lideranças empresariais.

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