Marina apresenta propostas para candidatos no segundo turno

SÃO PAULO - A senadora e candidata derrotada do PV à Presidência, Marina Silva, apresentou nesta sexta-feira, 8, as propostas do PV para negociar apoio aos candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) no segundo turno. O documento, que ainda poderá ser modificado pela convenção partidária que acontece no próximo dia 17, contém dez pontos que o partido e a senadora consideram prioritários para o País.

Jair Stangler,

08 de outubro de 2010 | 18h10

 

Em coletiva de imprensa concedida em São Paulo, Marina explicou que as propostas serão a base para debater o apoio com os dois candidatos. De acordo com a senadora, a adesão ao documento por Dilma e Serra será um dos elemento do processo decisório, mas não o único. Além da convenção do PV, o grupo de Marina pretende ainda ouvir o movimento Marina Silva e setores da sociedade civil. Uma reunião da direção nacional do partido no próximo dia 13 deverá encaminhar o encontro do dia 17, quando será tomada uma decisão à favor de um dos candidatos ou de neutralidade na disputa.

 

Entre os temas apresentados pela senadora, estão propostas para a transparência e a ética, reforma eleitoral, reforma tributária, educação, segurança, meio ambiente e seguridade social.

 

Divergências. Marina voltou a admitir que pode eventualmente ter uma posição divergente do partido. “O que está previsto é que todos têm o direito de manifestar sua opinião”, afirmou Marina. Também participaram da coletiva o vereador carioca Alfredo Sirkis, que coordenou a campanha de Marina, o presidente nacional do PV, José Luiz Penna, e o candidato derrotado ao governo de São Paulo do partido, Fábio Feldmann.

 

Como havia feito durante a campanha, a senadora voltou a discutir a ascensão de figuras femininas na política. “O Brasil está preparado a ter uma mulher na presidência. Cabe a quem está na disputa como mulher conquistar o eleitor”, disse Marina.

 

Tanto a senadora quanto os membros da direção nacional do partido negaram que haja qualquer negociação sobre cargos e mostraram irritação com a insistência dos repórteres sobre o assunto. “Quando a gente coloca a discussão programática à frente, a gente faz algo diferente do que tradicionalmente se faz na política brasileira”, disse Sirkis. Ele afirmou ainda que a imprensa vive criticando as práticas de fisiologismo, mas não consegue conceber alguém que faça algo diferente.

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