Marina: 'Ainda falta uma marca ao governo Dilma'

Na avaliação da ex-senadora, a presidente vem mantendo as conquistas do governo Lula, mas ainda está 'manejando para manter as conquistas econômicas'

Daiene Cardoso , O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2013 | 19h44

Brasília - No final da primeira reunião da Executiva da Rede Sustentabilidade após a coligação com o PSB, nesta quarta-feira, 9, a ex-senadora Marina Silva disse que 'ainda falta uma marca ao governo Dilma Rousseff'. De acordo com a ex-senadora, Fernando Henrique Cardoso conseguiu impor a marca da estabilidade econômica e Luiz Inácio Lula da Silva a da inclusão social. "A presidente Dilma precisa deixar sua marca e eu torço para que ela deixe, mas não a marca do retrocesso na agenda ambiental", disse.

Na avaliação da ex-senadora, Dilma vem mantendo as conquistas do governo Lula, mas ainda está "manejando para manter as conquistas econômicas". "Espero que não haja retrocessos. Mas não torço para o quanto pior melhor", acrescentou. Marina voltou a dizer que, embora esteja priorizando o debate no âmbito nacional, a candidatura posta para a sucessão presidencial é a do governador Eduardo Campos. "Quem descartou minha candidatura não foi eu, foram os cartórios", disse.

Incomodada com a declaração do marqueteiro João Santana, que comparou candidatos da oposição a "anões", Marina disse que "anões não tem obrigação de vencer os gigantes" e sim "gigantes que têm a obrigação de vencer anões". Segundo ela, dois "anões" (ela e Campos) estão se juntando não para se tornar gigantes, mas para mostrar que podem ter mais "facilidade para enfrentar as dificuldades".

Nos Estados. Marina disse que inicia agora uma "profícua e renovadora jornada", que começa com a discussão da situação de alianças nos Estados. "O limite para qualquer empreitada é a manutenção da coerência", insistiu.

De acordo com Pedro Ivo, secretário de organização da Rede, a sigla em formação vai discutir as situações regionais "caso a caso". "Nós vamos construir um caminho unitário nos Estados", afirmou. Marina chegou a admitir que aceitaria alianças com o PV, seu antigo partido, porque há afinidades programáticas entre a Rede e os verdes. "Para mim não tem problema", afirmou.

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