Marina afirma que Dilma e Serra fazem campanha antecipada

Senadora disse que exclusão de seu nome em evento no Rio visou seguir a legislação

Bruno Siffredi / SÃO PAULO, estadão.com.br

24 Maio 2010 | 09h29

A senadora Marina Silva, pré-candidata do PV à Presidência, disse nesta segunda-feira, 24, que Dilma Rousseff e José Serra fazem propaganda eleitoral antecipada e negou que exista uma motivação política na exclusão de seu nome nas faixas no lançamento da pré-candidatura do deputado federal Fernando Gabeira (PV) ao governo do Rio. "Foi uma orientação de quem está entendendo a legislação e não quer extrapolar", garantiu.

 

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Em entrevista à rádio CBN, Marina disse que, no evento no Rio de Janeiro, os militantes do PV cobriram o nome dela para seguir a legislação eleitoral. Ela lembrou ter recebido uma notificação contra após um evento na Assembleia do Rio Grande do Norte, no dia 11 de maio, em que foram colocadas faixas em apoio a sua candidatura.

 

Segundo Marina, a decisão de cobrir o seu nome "foi uma orientação de quem está entendendo a legislação e não quer extrapolar como estão extrapolando por aí a torto e à direita". Ao ser questionada se falava de Serra ou Dilma, Marina foi taxativa: "Estou me referindo aos dois."

 

Meio ambiente

 

Marina rechaçou a tese de que a preservação do meio ambiente "atrapalhe" o desenvolvimento da economia e previu que País deve "perder as grandes oportunidades que tem" caso não invista na preservação do meio ambiente e em tecnologias limpas.

 

"No Brasil, nós somos somente a potência agrícola que somos porque somos uma potência hídrica", afirmou a senadora do PV. "As pessoas ficam com esse discurso de que proteger o meio ambiente atrapalha o desenvolvimento. Não proteger o Meio Ambiente é que vai atrapalhar o desenvolvimento."

 

Ela disse que, caso lideranças políticas e empresariais insistirem em um discurso "que não educa", referindo-se ao discurso contrário à preservação do meio ambiente, o País ficará em segundo plano na "nova economia".

 

"Se o Brasil não fizer o dever de casa, ele vai perder as grandes oportunidades que tem de aproveitar a nova economia", observou. Segundo Marina, países como China e Inglaterra já investem pesadamente nesse setor.

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